IGREJA PRESBITERIANA INDEPENDENTE DE PENDÊNCIAS


Monday, July 02, 2012

EU, UM SERVO?




Apocalipse 22.1-6

INTRODUÇÃO

Quem deseja ser agraciado pelas bênçãos de Deus? Quem deseja receber de Deus o seu milagre? Que gostaria de ver a sua vida livre dos problemas, das dificuldades, das angustias e medos? Quem sonha e receber de Deus a solução para aquele grande problema que está vivendo? Creio que a maioria de nós que estamos aqui responderia “eu desejo”, e isso não é algo errado ou um problema. Pelo contrário, creio que isto é absolutamente normal.

Mas essa palavra não é sobre as bênçãos que Deus tem para todos nós. Também não se trata dos milagres de Deus em nossas vidas. Não se trata do que o Senhor poder fazer por nós, pelo contrário. Nesse momento a Palavra do Senhor é sobre o que o nós podemos fazer pelo Senhor o nosso Deus.

Ninguém gosta muito da ideia de servir. Geralmente gostamos de ser servidos, mas é interessante notar que Cristo, ao vir a esta terra, disse que não veio ser servido, mas SERVIR. Ele, que é digno de toda honra, escolheu servir para nos dar o Exemplo. A Bíblia deixa claro que o crente deve ser um imitador de Jesus Cristo: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (Filipenses 2. 5)
No entanto, todo crente tem grande prazer em declarar que é um servo(a) de Deus. Mas nem todos refletem nos privilégi­os, na importância e na responsabilidade que isto significa. Isso é tão importante para o crente pelo simples fato de Cristo ser cha­mado de Servo de Deus, (Is 42.1; 52.13 e Fp 2.7).
Temos que assumir verdadeiramente a forma de servo, pois Deus deseja que sejamos conhecidos como servos, ou seja, pessoas comprometidas com Ele e com o próximo, não preocupadas ou impulsionadas somente por bênçãos, ou momentos de prazer e alegria em nossas vidas.

Deveríamos ter muito mais pessoas interessadas em ser servas que interessadas e focadas nas tão sonhadas bênçãos. Não que seja errado buscar as bênçãos de Deus,  errado mesmo é não querer ser um servo.

Mas afinal o que é ser servo? O que essa palavra deve significar para nós? O que é que a bíblia fala sobre nós como servos? Afinal o que significa ser servo de Deus como tanto nos orgulhamos em dizer que somos? A palavra servo no original tem vários sentidos e cada um deles nos ensina o que Deus espera de nós como servos fiéis.



O SERVO EM RELAÇÃO AO SEU DONO

Em primeiro lugar o termo servo é uma tradução do grego DOULOS, que significa empregado, mas especificamente escravo. Revela um sentido de subordinação, obrigação e responsabilidade para com o seu Senhor.

Romanos cap. 1:1, diz o seguinte: “Paulo servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus.”

O sentido empregado aqui – e em várias outras passagens – para a palavra servo era de um escravo mesmo — uma pessoa que fora destituída de tudo que possuía neste mundo. Perdera a liberdade, a autonomia pessoal, a vontade própria, e até o nome. Fora vendido no mercado como um animal. Uma etiqueta com o preço fora dependurada ao seu pescoço, e os interessados haviam discutido a respeito do seu valor. Mas, no fim, alguém o adquirira, e o levara pra casa. Depois, fizera uma perfuração em sua orelha e colocara nele um brinco de argola que trazia inscrito o nome do seu dono. E então ele perdera sua identidade. Não se chamava mais João ou Pedro, mas sim o escravo do Sr. Fulano de Tal.

Nesse sentido somos o doulos, escravos de Deus.  Servos em relação a Jesus Cristo nosso Senhor, para fazermos a sua vontade. Somos suas propriedades, sem vontade própria, comprados por um alto preço para servir ao nosso Senhor.

Ao iniciar sua carta aos romanos, Paulo ao apresentar-se como apóstolo, apresenta-se como “servo de Cristo Jesus” como escravo De Cristo. Um empregado qualquer tem a liberdade de ir e vir, de ligar-se a outro emprego, mas um escravo é possessão de seu senhor para sempre. Paulo, ao se chamar de escravo de Cristo:
Deixa claro que é possessão absoluta de Cristo. Jesus o amou e o comprou mediante um alto preço (1 Co. 6.20). Por isso, não pode pertencer a mais ninguém além de Jesus Cristo.
Deixa claro que deve a Cristo obediência absoluta. O escravo não tem vontade própria; sua vontade é fazer a vontade do seu senhor. As decisões do seu senhor são as que regem a sua vida. Paulo não tem outra vontade senão a de Cristo. Seu projeto de vida é obedecer a Ele.
Deixa claro ainda que ser servo de Cristo é a maior honra. Esse é o mais elevado dos títulos. A escravidão cristã não é uma sujeição humilhante e degradante; pelo contrário, como disse Agostinho, quando mais servos de Cristo somos, mais livres nos sentimos. Ser escravo de Cristo é ser rei. Ser escravo de Cristo é o caminho para a liberdade perfeita. Porque somos escravos de Cristo, somos livres da penalidade, da escravidão e da degradação do pecado. 
O SERVO EM RELAÇÃO AO SEU TRABALHO PARA DEUS

Um segundo significado para servo no original é DIAKO­NOS; isto é, servo em relação ao traba­lho que executa para seu senhor. Tra­balho abundante, de bom gosto, boa vontade, prazeroso, bem acabado, no prazo determinado e conforme as or­dens recebidas.
Diákonos é outra palavra largamente usada no Novo Testamento para se referir ao ministério. No grego secular, o termo diákonos significava servir à mesa, ou seja, um garçom. O trabalho envolvia sujeição pessoal, que era considerada indigna e indecorosa para um homem livre. Também poderia referir-se simplesmente a cuidar das necessidades do lar e, às vezes, era também usado para indicar qualquer trabalho num sentido mais genérico, como prestar serviço a uma causa. O termo também foi muito usado no Novo Testamento para referir-se ao trabalho dos diáconos na assistência social, 1Tm 3:10, 13; Rm 16:1; Fp 1:1; 1Tm 3:8, 12.
Nos dias bíblicos o servo era como diakonos, que na casa do seu senhor executava todos os trabalhos, inclusi­ve os mais humildes, como levar e trazer recados, cuidar da copa, da cozinha, dos bens de seu senhor, animais domésticos, rachar lenha, manter o fogo aceso, tirar água e carregá-Ia para a família.
Em Mateus cap. 20:26 e 27 Jesus responde ao pedido da mãe de dois de seus discípular com a seguinte frase: “Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo.”
Jesus nos chama a atenção para o fato de que se quisermos ser o maior no Reino de Deus, precisamos aprender a servir, a trabalhar por Sua casa e pelos homens. Isso porque o servo diácono da Bíblia é alguém comissionado para servir humildemente ao próximo, é alguém que se entrega sem reserva ao serviço cristão. 
É preciso entender que não somos chamados para sermos estrelas, ou melhores que os outros. Não devemos buscar privilégios, nem nos tornarmos arrogantes ao ponto de queremos estar lado a lado com Cristo. Somos seus servos e como tal devemos fazer a obra que ele nos deu a fazer. Somos chamados para trabalhar para Deus e para o próximo, com base nos tantos exemplos que Jesus deixou para nós.
O servo diácono foca sua vida em Deus e no próximo, e disso decorrem suas verdadeiras bênçãos. O que só procura bênçãos foca sua vida em si mesmo, e disso decorre seu egoísmo e não imitação de Cristo. O que procura prestígio não encontra a graça de Deus. Que procura a aprovação dos homens, não tem recompensa no céu. A maior honra para o cristão deve ser a de servir na casa de Deus e ao seu próximo.


O SERVO EM RELAÇÃO A SI MESMO

O servo em relação a si mesmo no original é HUPERETES; e está relaciona­do ao desempenho do diakonos. Huperetes designava nas embarcações comerciais da época, o remador escra­vo, da terceira fileira de remadores (a última, de cima para baixo) nos navios trirremes. O trabalho dos huperetes não era visto, por ficar ele muito abaixo, na embarcação. Seu trabalho era hu­milde, pesado, mourejante e requeria o máximo das forças desses trabalha­dores. Huperetes era o remador inferior (ajudante de remador) não é servo (diácono) nem escravo (doulos), é viver sob ordem de um superior.

Nesse sentido, ser servo é não buscar a honra para si, ao contrário. Era o esforço do ajudante de remador que impulsionava o navio, mas na posição em que ele se encontrava não podia nem ser visto.

Ser servo no sentido aqui apresentado é servir até quem já é servo. O navio tem o capitão que ordena ao mestre timoneiro, que por sua vez dá ordem ao remador que ainda é superior ao ajudante.

Partindo desse conceito, notamos como são erradas as atitudes de certos obreiros ao acharem que quantos mais degraus eclesiásticos subirem na igreja, mais imponência terão diante do povo. O efeito é justamente o contrário, quanto mais subimos mais a nossa responsabilidade e serviço aumentam. Não deixamos de ser diácono ao assumirmos a função de presbítero, e este não deixa de ser quando assume a função de evangelista, o que na realidade acontece é que acumulamos as funções anteriores.

Paulo primeiro na lista de importância na edificação da igreja e o último a ser reconhecido na igreja local. A nobreza do ministério reside no chamamento divino, fazer parte do conselho de Deus na terra, representando: misericórdia, amor, graça e justiça divina. Deus não esta interessado em título, mas no comprometimento do obreiro com sua chamada.

Precisamos entender que não é o título ministerial que enobrece o ministério, pois este se refere apenas a uma forma de identificação, o que conta mesmo e a disposição do servo em atrair para si a responsabilidade dada por Cristo que é servir ao próximo.

Conta-se que certo pregador foi apresentado com grande vibração. Tocaram-se instrumentos como introdução, os holofotes foram acesos, enquanto outra pessoa anunciava: “E agora, o grande servo de Deus, o Sr. Fulando de Tal.”

Se alguém é grande, não é servo. E se é servo, não é grande. Servos compreendem que não valem nada. Um servo é inútil se não fizer a vontade do seu senhor.


CONCLUSÃO

Em Lucas 17.10 Jesus nos instruiu que após fazermos tudo o que nos for ordenado, devemos considerar-nos como servos inúteis (diakonos, no ori­ginal). Sem qualquer méritos em nós mesmos. Noutras palavras: Deus nun­ca será nosso devedor. Nós é que de­vemos tudo a Ele. O termo "inútil" corresponde a "desprovido de mérito adquirido".
Devemos tanto a Deus, que na exe­cução do seu trabalho, seja ele qual for, nunca iremos além do nosso dever; nun­ca atingiremos a área do mérito. Para servimos a Deus, é Dele mesmo que nos vem a graça, capacidade, dons e recur­sos. Mesmo que façamos o melhor, es­taremos sempre em falta com Ele.
Fomos graciosamente resgatados da miserável servidão do pecado, por pre­ço incalculável, o do sangue precioso de Jesus, (I Pd 1.18-19). Somos para sempre devedores a Deus e temos que nos render voluntária e plenamente a Ele como Redentor. Por nossa plena submissão como servos é que desfruta­mos da verdadeira liberdade espiritual (Ef 6.6).
Mas muitas vezes nos encontramos em posição invertida. Os senhores se sentam nos bancos das igreja e tratam a Jesus como escravo deles. Oram dizendo “Senhor”, mas a atitude é outra. Esperam que Deus os sirva em suas necessidades.
Servos não dizer: “Senhor, faça isso ou aquilo”. Servos na verdade dizem: “Senhor, que queres que eu faça?”.
Nós somos escravos de Jesus Cristo. Pode ser que não gostemos de ouvir, mas é isso que somos. “Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” Romanos cap. 14:7-9.
No céu, conforme lemos Apocalipse 22.3, não seremos conhecidos como diácono, presbítero, evangelista, pastor, escritor, cantor, bispo etc, mas como servos. "E nela estará o trono de Deus e do Cor­deiro, e os seus servos o servirão".
Portanto, é da vontade de Deus não somente que O sirvamos, mas também que sirvamos uns aos outros com TODO coração e com AMOR, pois a Bíblia nos declara que Jesus veio à terra em forma de servo, para servir e cumprir a vontade do Pai. Precisamos aprender a servir como Deus quer. Eis o grande desafio desta época.

Para concluir que deixar uma frase que ouvi assistindo um seriado essa semana: “Não oro a Deus para pedir coisa. Oro para perguntar o que posso fazer para Ele!”.

Que Deus nos ajude a sermos servos bons, fiéis e sempre úteis, assim como o Seu Filho Jesus foi.

DO QUE PRECISAMOS PARA REALIZAR MISSÕES?


Textos Base: Mateus 5.1-2 e Atos 2.14a
INTRODUÇÃO

O pastor Hernandes Dias Lopes diz que a obra missionária é imperativa, intransferível e inadiável. A missão é tão importante que o próprio Deus se fez humano e veio habitar conosco. No seu projeto missionário Deus se faz gente. Deus necessitava do testemunho do Cristo vivo, caminhando no meio dos seres humanos. E com isso justifica o envio de cada um de nós apresentado em Mateus 28: “Assim como o Pai me enviou Eu envio a vós…”. Esse envio tem uma grande intensidade, pois Jesus mesmo diz: “estão vendo as coisas que Eu faço, creia e coisas maiores vocês farão…” Isso nos traz uma grande responsabilidade.
A igreja nasce do envio trinitário, dessa missão de Deus na festa de Pentecostes. A igreja vive a essência missionária de sua origem no seguimento de Jesus, anunciando o Reino e convocando a humanidade para o encontro com Deus. A missão vem de Deus e volta para Deus.
O pacto de Lausanne oficializado em 1974 por líderes de 150 países sintetizou a missão da Igreja dizendo que o propósito de Deus é oferecer o Evangelho todo, por meio de toda a Igreja, a toda criatura, em todo o mundo. Deixa, assim, bem claro que a missão de Deus é o mundo. O método de Deus é a Igreja. O tempo de Deus é hoje. E nós fomos comissionados pelo próprio Jesus e realizarmos essa missão.
A partir desse conhecimento muitas perguntas surgem? Como realizar essa missão? O que eu posso fazer? Para onde ir? DO QUE PRECISAMOS PARA REALIZAR MISSÕES?
Muitos princípios, métodos e estratégias missiológicas surgiram como respostas a esses questionamentos. Muitas teorias, muitos modelos, diversos escritores apresentando como evangelizar, como alcançar os povos, e etc. E eu devo confessar que fui tentado a buscar um desses escritores e escolher algumas estratégias para servir como pregação esta noite.
Não é minha intenção desvalorizar as metodologias de crescimento de igreja, de evangelismo e missões. Ao contrário, acredito que elas são muito importantes para a vida da igreja e como ferramentas para alcançar vidas para Cristo. E nos mesmos aqui, na nossa igreja, adotamos essas estratégias, como é o modelo de igrejas em células. Mas se eu apenas apresentasse esses métodos ficaria repetitivo e cansativo. Além disso, não foi essa a palavra que Deus falou comigo.
Na verdade para responder a pergunta “DO QUE PRECISAMOS PARA REALIZAR MISSÕES?”, que é o tema desse culto, gostaria de refletir sobre uma atitude de Jesus e uma de Pedro, que acredito serem fundamentais para a Missão de Deus.
Leiamos Mateus 5.1-2 e Atos 2.14a
Mateus 5.1-2 “E JESUS, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; 2 E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:”
Atos 2.14a “Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes...”
Nos textos que acabamos de ler vemos Jesus e Pedro em instantes antes de iniciarem o qua podemos chamar de mais famosas pregações dos mesmos: o sermão da montanha de Jesus e a pregação de Pedro no dia de Pentecostes. Certamente todos nós aqui conhecemos bem, em um todo ou em partes, esses sermões que marcaram os ministérios de Jesus e Pedro.
Não cumpre a nós nessa noite refletirmos sobre o conteúdo dessas pregações a da importância da cada uma delas para as nossas vidas e para a vida da igreja, assim como da importância das palavras contidas em cada uma dessas pregações na Missão de Deus.
O que iremos fazer essa noite é refletir sobre as atitudes dos pregadores antes de proferirem seus sermões e como essas atitudes devem nos orientar na nossa missão ao cumprirmos a Grande Comissão.

1 – VER MUITO ALÉM DA VISÃO.

O capítulo 5 de Mateus inicia o famoso Sermão da Montanha. Antes, no final do capítulo 4, vemos Jesus sendo seguido por grandes multidões que iam em busca de cura de seus vários males e tormentos e a bíblia diz que Ele os curava. Essas multidões viam de muitas regiões atraídas pelos milagres que Jesus.
Jesus estava cercado por muitas pessoas, mas Mateus chama a atenção no inicio do quinto capítulo do seu evangelho com uma forte sentença: “Vendo as multidões”. Parece que o autor quer chamar a atenção para um olhar diferente de Jesus para aquelas multidões. Jesus “viu” as multidões, é o que diz Mateus. Essa foi a sua primeira atitude antes do sermão.
No outro texto que lemos, a parte a do versículo 14 de Atos 2, temos Pedro. O contexto desse trecho é o dia de Pentecoste. Os discípulos estavam reunidos quando o Espírito Santo desceu sobre eles e os fez falar em outras línguas. Não demorou para as pessoas que ouviam e viam aquela cena começasse a zombar dos discípulos, chamando-os de bêbados.
É nesse contexto que Pedro faz o seu sermão. A bíblia não diz, mas certamente Pedro estava ouvindo àquelas zombarias e insultos. Foi dando ouvidos que o apóstolo pode perceber a intenção no coração daqueles homens. Pedro ouviu. Essa foi a sua primeira atitude antes de pregar.
DO QUE PRECISAMOS PARA REALIZAR MISSÕES? VER MUITO ALÉM DA VISÃO é a primeira atitude. A primeira ferramenta.
Jesus viu além das multidões; viu além das necessidades imediatas daquelas pessoas. Ouviu mais do que a zombaria das pessoas; e nós, se queremos realizar a nossa missão precisamos ver muito além da visão.
Precisamos sempre ver as pessoas além de seu estado como pecadoras e perdidas e passar a enxerga-las como criaturas de Deus, feitos para adorá-lo e que portando precisam ser reconciliados com o Senhor. Vendo assim, precisamos ainda entender que somos instrumentos de Deus para essa reconciliação.
Quando começarmos a ver as pessoas não como ladrões, drogados, prostitutas, mendigos, chatos, metidos ou como qualquer outro estereótipo que criamos para identificar as pessoas e passarmos a vê-las como carentes de Deus, necessitadas de salvação e de amor, passaremos a agir como Jesus. Esse é o primeiro passo de fazer missões.
Nossa primeira atitude para realizarmos missões é olhar para as multidões e sentir o que Jesus sentiu em outra ocasião quando a bíblia narra que Jesus viu a multidão e se compadeceu. A PRIMEIRA FERREAMENTA PARA REALIZAR MISSÕES É SE COMPADECER. É sentir o que as pessoas sentem, rir com elas, chorar com elas, andar com elas, ser apoio na necessidade. Jesus viu as multidões e se compadeceu delas.
Além de ver precisamos também ouvir as pessoas. Ouvir significa dar atenção, perceber as necessidades dos outros, aproveitar essas oportunidades para chegarmos com a palavra de Deus.
Pedro ouviu aquelas palavras de zombaria, mas não ficou apenas com elas. Ele percebeu o que estava por trás delas. Percebeu a falta de conhecimento de Deus; a necessidade daquelas pessoas de serem confrontadas com a sua realidade pecaminosa e de serem chamada à reconciliação com o Senhor.
Assim como Pedro precisamos ouvir o que as pessoas tem a nos dizer e oferecer a elas o que elas precisam realmente. A bíblia narra, no livro de Atos capítulo 3, que certa vez Pedro subia para o templo, quando um aleijado lhe pediu esmola e a sua resposta foi: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso lhe dou...” e, ordenando que o aleijado se levantasse, curou aquele homem.
Assim tem que ser nossa atitude diante das pessoas, olhar para elas, ver a sua real condição e se compadecer; ouvir as pessoas, dar atenção e oferecer o melhor: o Deus que poder curar todos os males e tormentos, dar Cristo que salva o homem do pecado e da morte. Essa é a primeira atitude

2 – LEVANTAR-SE COMO SE SE ASSENTASSE.

Mateus continua sua narrativa nos informando que depois de ver as multidões Ele subiu o monte e ali assentou-se. Essa foi a segunda atitude de Jesus.
O fato de se assentar antes de ensinar era um costume dos mestres daquela época. Em outro memento, narrado por Lucas, encontramos Jesus numa sinagoga e após ler as Escritura se assenta e começa a ensinar. Ao tomar aquela atitude ali no monte, os discípulos entenderam o que Jesus ia fazer, pois logo na sequência se aproximaram dele. Jesus procurou um lugar alto onde pudesse ser visto a ali tomo a atitude de um mestre pronto a ensinar.
Por sua vez o escritor de Atos dos Apóstolos nos mostra Pedro levantando-se antes de falar. Essa atitude de estar de pé nos remete a ideia de autoridade que era colocada em Pedro naquele momento e ao mesmo tempo de atenção, pois era a ele que se devia de ouvir naquele momento e ele não podia estar encoberto por outras coisas. A palavra proferida é que devia toda atenção.
 LEVANTAR-SE COMO SE SE ASSENTASSE, é a segunda atitude QUE PRECISAMOS PARA REALIZAR MISSÕES.
Levantar-se como se se assentasse significa que precisamos estar prontos para pregarmos a palavra de Deus. Cheios de autoridade dada pelo Espirito Santo de Deus, aquele que nos capacita parta realizarmos a Sua obra. Mas para estar cheio de autoridade ao pregar o evangelho também se é necessário conhecer a palavra que se prega para não ser envergonhado quando alguém nos faz perguntas sobre a fé e não sabemos o que responder. Ter autoridade na Palavra requer leitura e meditação na bíblia, oração e busca de Deus.
Levantar-se como se se assentasse é saber aproveitar as oportunidades que se apresentam diante de nós. É ter a palavra cerca em cada ocasião. É ser mestre e estar sempre pronto a ensinar, orientar, exortar e admoestar quando e se necessário.
Levantar-se como se se assentasse é estar pronto a defender a fé quando somos desafiados a defendê-la. É saber receber as críticas, mas não se calar quando o a igreja é acusada ou quando o nome de Cristo é motivo de chacota.
Para anunciar o evangelho é preciso preparo. Temos que conhecer a palavra. Mas só isso não serve. Temos também que dar bom testemunho, ou seja, não dar motivos de acusação nem de escândalo ao evangelho. Levantar-se como se se assentasse significa também uma vida digna da vocação a qual fomos chamados.
Levantar-se como se se assentasse significa não deixar que nada mais tome a posição de destaque da Palavra de Deus. Temos que ter o cuidado de nosso ego não aparecer mais do que Cristo; de que a necessidade de encher igrejas tome o lugar de da verdade, transformando a pregação da palavra transformadora em um a palavra de comodidade, moldada pela vontade do público e não guiada pela vontade de Deus.
Levantar-se como se se assentasse é entender que Cristo é a centralidade e quer nossa pregação tem que ser ele. Podemos até convidar um amigo nosso para uma programação específica, mas evangeliza-lo é o foco.
E ainda, levantar-se como se se assentasse significa estar pronto e disposto a pregar no monte ou em um quarto. Isso quer dizer que não se faz missões apenas indo para outros pais, para o sertão, para tribos indígenas. Essas atitudes são necessárias, mas também podemos fazer missões na escola, no trabalho, na feira ou quer que estejamos. A Palavra de Deus diz que somos comissionados a testemunhar a palavra e a todas as pessoas aqui perto de nós ou nos confins da terra.
Precisamos tomar, então, essa atitude de se levantar-se como se se assentasse: levantar-se com a autoridade da Palavra, sentar-se como mestre pronto a ensinar.


3 – É PRECISO PREGAR O EVANGELHO.

Por fim irmãos, temos a última atitude. Segundo a narração de Mateus, Jesus viu a multidão, subiu no monte e sentou e começou a ensiná-lo. Lucas nos diz sobre Pedro que ele ouvindo as pessoas, ficou de pé com os onze e em alta voz dirigiu-se a multidão.
Não importa todos os muitos princípios, métodos e estratégias missiológicas, nem as muitas teorias, muitos modelos se isso não nos fizer pregar o evangelho de forma clara e direta às pessoas. Não importa se conseguimos ouvir e enxergar as pessoas, se temos a sensibilidade de ver além de nossa visão, se percebemos a real necessidade das multidões. Não importa se ouvimos o clamor das multidões, se percebemos a falta de conhecimento de Deus e a necessidade daquelas pessoas de serem confrontadas com a sua realidade pecaminosa e de serem chamada à reconciliação com o Senhor, se não dirigirmos as nossas vozes à multidão e começarmos a ensinar a verdade viva.
Não importa se estamos preparados para defender a nossa fé ou com o conhecimento bíblico suficiente para ensinar sobre Deus e Jesus às pessoas. Não importa se conseguimos reconhecer as oportunidades que Deus nos dá ou se estamos tendo bom testemunho. Não importa se entendemos que a centralidade do Evangelho de Cristo é a Palavra de Deus, que faz o homem se confrontar com o seu pecado e o leva ao arrependimento e perdão do Senhor. Não importa se ficamos e pé ou sentamos se em seguida não falarmos em alta voz a multidão.
Afinal como diz Paulo escrevendo aos Romanos 10:13-1:
“Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?”
DO QUE PRECISAMOS PARA REALIZAR MISSÕES? É PRECISO PREGAR O EVANGELHO. Parece meio óbvio isso, mas é a verdade. Não importa mais o que façamos em nossas iniciativas missionárias, é preciso pregar o evangelho, essa deve ser a atitude de todo cristão. A pregação abundante do evangelho, portanto, não é aqui apenas o cumprimento de uma ordem ou uma estratégia missionária, mas o reconhecimento do poder de Deus. Uma igreja, uma pessoa, uma missão que não proclama Jesus está, paradoxalmente, menosprezando a expressão do poder de Deus na terra e a própria essência do evangelho, que é Jesus.
A pregação abundante do evangelho é a essência da missão, mas muitos são os que conhecem a Palavra, conhecem estratégias, mas não têm a coragem de pregar. Criam argumentos, desculpas, justificativas. Muitos fogem da responsabilidade se escondendo atrás das muitas tarefas diárias, do trabalho que tomo todo tempo, da escola muito exigente. Muitas desculpas para não pregar.
Do que precisamos para realizar missões? É preciso pregar o evangelho com ousadia para que Deus se manifesta na vidas de outras pessoas como se manifestou na nossa. Somos salvos pela manifestação de Deus. As nações  - todo aquele que crê – serão salvas pela manifestação de Deus. Não pela capacidade da Igreja, por suas estratégias bem torneadas, por suas mentes brilhantes, por sua habilidade linguística ou teológica – mas pela manifestação de Deus.
É preciso pregar o evangelho com sabedoria. A mensagem pregada por Paulo era contextualizada, expondo Deus de forma compreensível.  Não é inculturada, pregando um deus aceitável ou desejável, mas sim um Deus verdadeiro. Jesus muitas vezes pregou por meio de parábolas que tinha haver com coisas do cotidiano daquelas pessoas, para que quem ouvia a sua mensagem pudesses compreender o que Ele dizia. Se amenizarmos a mensagem do pecado contribuiremos para a incompreensão do evangelho, o sincretismo religioso e o esfriamento do movimento missionário.
É preciso pregar o evangelho com autoridade, entendendo que o mesmo Espírito Santo que nos convenceu do pecado e nos chamou para a luz é o mesmo que nos capacita a pregar a Palavra de Deus.


CONCLUSÃO

Para concluir, irmãos, DO QUE PRECISAMOS PARA REALIZAR MISSÕES? Precisamos ter a atitude de ver as pessoas e ouvi-las, se compadecer, sentir as suas dores e angústias, entender qual a real situação do pecar e qual a verdadeira necessidade de cada um deles; precisamos ter a atitude estarmos prontos, em tempo e fora de tempo, para trazermos a palavra de salvação para as pessoas, de compreendermos as oportunidades que Deus nos dá para cumprirmos o nosso chamado, prontos a defendermos e testemunharmos a nossa fé; e, por fim, ter a atitude de falar às pessoas com ousadia, autoridade e amor, falar do amor de Cristo de forma direta a clara, de forma que ninguém diga que não entendeu.
Esse é o nosso papel, essa é a nossa missão. DO QUE PRECISAMOS PARA REALIZAR MISSÕES? Nada mais, nada menos do que atender ao chamado.
Nosso chamado em Cristo é mais determinante para nosso ministério e vida cristã e não para onde iremos ou para quem pregaremos. Somos chamados por Deus e isso deve ser suficiente para cumprirmos a missão. Se vamos para a China, Índia ou Massapê não importa; se vamos pregar para os Indígenas, Africanos ou colegas de trabalho ou escola, também não é o fundamental. O chamado bíblico é funcional, quem somos em Cristo Jesus, para pregarmos o evangelho e isso é tudo o que precisamos fazer.
Ao descer do monte grandes multidões seguiam Jesus (Mt 8.1). Ao terminar sua pregação Pedro viu a conversão de cerca de 3 mil homens (At 2.41). Se quisermos viver essa realidade Vejamos além das multidões, levantemo-nos como se se assentássemos e preguemos abundante do evangelho.
Que Deus possa nos abençoar.

Wednesday, February 02, 2011

Os efeitos do pecado e os efeitos da Graça



  “...Tu, porém, amaste a minha alma


 e a livraste da cova da corrupção,


porque lançaste para trás de Ti


 todos os meus pecados”.


(Isaías, 38. 17b)





Os efeitos
do pecado, por maior que este seja ou aparente, não sobrepujam os efeitos
da Graça perdoadora. Isaías escreveu sobre a alegria de se sentir
perdoado. De alma leve podia então prosseguir, porque o Senhor descartou-lhe o
peso insuportável dos seus pecados... Esta alegria não foi um privilégio apenas
de Isaías; Abrão, Moisés, Jacó, Davi, Salomão, a samaritana, e Pedro - o
covarde traidor a quem incrivelmente o Senhor confiou Sua Igreja, todos pecaram
feio e tiveram motivos de sobra para desistir, mas prosseguiram.


 O fato atual

é que, quando o assunto gira entre pecado e perdão, o legalismo religioso hipócrita
de muitos passa longe do elementar conhecimento do modus operandi de
D-us quanto ao Seu perdão e à legítima oportunidade que dá ao homem para o
recomeço.


 Pecados
arrependidos, confessados e abandonados perdem o efeito espiritual da
culpabilidade, pois são literalmente apagados por D-us, esquecidos. Embora, na
maioria das vezes, o sentimento de culpa persista torturando, dificultando o
perdão pessoal. Às vezes é difícil nos perdoar os pecados perdoados! Difícil
também é a convivência com irmãos e em igrejas, onde impera, mas não se vive, a
teologia do perdão divino...


 Paradoxalmente,
o que deveria funcionar curativamente, na prática age como o pior
algoz. Inconscientemente, talvez não percebamos que essa forma
 de encarar a culpa
nos torna promotores do pecado e o seu estrago, quando deveríamos
promover a Graça e o seu efeito neutralizador sobre o estrago
que o pecado faz.


 É claro que
há conseqüências externas decorrentes das nossas falhas, e é
impossível ignorá-las. Mas estamos falando aqui na eliminação das
conseqüências internas, falando em seguir em frente, pois, isso D-us não faz
por nós. Temos que reagir! Lamentavelmente, muitos têm permitido que pecados
perdoados, espiritualmente inexistentes, os neutralizem por toda vida, vivendo
como sob tortura, uma sub-vida cristã. Isso não é vida, muito menos
cristianismo!


 Para o
verdadeiro cristianismo, o de Cristo,
não o dos fazedores de
regras e caçadores de argueiros
(Mateus 7.5), viver sob a
tortura da culpa é o mesmo que abrir mão da vida, vida cristã... Todo
cristão é filho do Renovo, tem direto a uma nova chance. Não apenas isso
,
há
tantas quanto forem necessárias....


 Esta palavra
é para que aqueles que aposentaram a vida cristã por não se perdoarem, pelo
peso da consciência ou por imposição institucional religiosa. Se pecaram, e se
arrependeram de verdade, sintam-se perdoados no Senhor e vivam esse perdão!
Ninguém tem autoridade para fazer cessar o frutificar da árvore da Vida em nós.
Ninguém! Somos todos galhos d´Ela, aprendemos isso com Jesus, a Videira.
Portanto, galhos não escolhem frutificar - estão ali para isso!


            O
poeta Thiago de Melo, escreveu: “
Não tenho um novo
caminho, o que tenho de novo é o jeito de caminhar
”. Não temos à frente uma encruzilhada, mas o mesmo caminho a prosseguir.
Desta vez, caminharemos com mais cuidado, e amadurecidos pelas experiências das
velhas caminhadas...





  
Que sirva de bênção, avivamento e renovação!


  
Em Cristo.





                       Rev.
Ricardo César Vasconcelos


                       Igreja Presbiteriana da Penha -RJ

VIVENDO, TESTEMUNHANDO E ANUNCIANDO O EVANGELHO DE CRISTO



VIVENDO, TESTEMUNHANDO E ANUNCIANDO O EVANGELHO DE CRISTO


2 Tm 3. 14-17 e 2 Tm 4. 1-5





Introdução


Estamos enfrentando uma crise muito grande na questão de evangelismo. É triste ver que
não falamos mais de nossa fé aos nossos amigos. Quando muito, nos questionamos
sobre a
necessidade e a real importância de falarmos de Jesus às pessoas que estão perto de nós. Fica a impressão de que não queremos incomodar ninguém com nosso discurso, que temos medo de ser ridículos e, em alguns casos, que até mesmo duvidamos que este evangelho, no qual dizemos crer, possa ser a solução para a vida das pessoas.


Porque não agimos como Pedro, que cheio do Espírito, logo após o Pentecostes, pregou a uma multidão
e 3 mil pessoas se converteram (At
2:41)? Ou como Paulo no Areópago, quando pregava
aos atenienses, mostrou senso de
oportunidade,
sabedoria, e graça (At 17:22-34)?


Por que não falamos? Por que não discutimos sobre nossa fé com a mesma liberdade, tranquilidade,
facilidade e alegria que
conversamos sobre futebol, política, filmes e tantas outras
coisas. O que está acontecendo
com nosso testemunho?


O que falta para nós: convicção no que cremos, ousadia, compromisso, prática? Sim.
Todas essas coisas têm contribuído para "minar" nosso testemunho. Também não podemos esquecer que estamos vivendo em uma sociedade onde não há um padrão oficial e aprovado de crença
ou conduta, não há absolutos e não há certo e errado. Cada um faz a escolha que quiser, em qualquer área de
sua vida e esta escolha não
interessa a mais ninguém.
Portanto, se não há
absolutos, por que testemunhar?
E então, essa
mentalidade prejudica nossa iniciativa.


Passamos a raciocinar assim: se ninguém nos importuna com as suas crenças e filosofias, por que haveríamos de importunar alguém com a nossa? Mas não é isso que a Bíblia nos ensina. Vamos ver o que Ela no diz em 2 Tm 3. 14-17 e 2 Tm 4. 1-5:


II Timóteo 3:14-17


14 - Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de
que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido,


15 - E que desde a tua meninice sabes as sagradas
Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo
Jesus.


16 - Toda a Escritura é divinamente inspirada, e
proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em
justiça;


17 - Para que o homem de Deus seja perfeito, e
perfeitamente instruído para toda a boa obra.


II Timóteo 4:1-5


1 - CONJURO-TE, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus
Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino,


2 - Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de
tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.


3 - Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina;
mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas
próprias concupiscências;


4 - E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às
fábulas.


5 - Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a
obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.





"Pregue a mensagem e insista em anunciá-la, seja no
tempo certo ou não. Procure convencer,
repreenda,
anime
e ensine
com toda a paciência"
(2Tm4:2NTLH). Lemos, portanto, a responsabilidade de mostrar que o evangelho não é mais uma escolha dentre tantas outras e seus absolutos
não são apenas mais uma verdade, dentre "todas as verdades".
Mas para agir assim temos de mudar a nossa postura, nossa mentalidade e ter:


1- Compromisso Absoluto com Aquilo que Creio


Fé!
Esta é a maior expressão daquilo que
dizemos crer. Ter compromisso
absoluto com
o
que creio é ter um compromisso de fé! O
capítulo 11 do livro de Hebreus é um
exemplo
disso.
Ali encontramos irmãos como nós,
sujeitos aos mesmos conflitos internos e às mesmas
limitações, mas que mostraram ter um
compromisso de fé no Senhor e isso
fez a
diferença na vida deles.
Vamos destacar Abraão que "...quando posto à prova, ofereceu Isaque...
porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos" (Hb l l: 17 e 19), por isso foi chamado "amigo de Deus " (Tg 2:23). Temos também Moisés que "preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do
pecado... considerou o
opróbrio
de Cristo por maiores riquezas do que os
tesouros do Egito, porque contemplava o galardão... ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme comoquem vê aquele que é invisível"
(Hb l l :25-27).


Isto não
é maravilhoso? E o texto continua assim:
"E que mais direi?
Certamente, me faltará o tempo
necessário para referir o que há a
respeito de
Gideão, de Baraque, de Sansõo, dejefté, de Davi, de Samuel e dos profetas, os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões,
extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio
da espada, da fraqueza
tiraram força,
fizeram-se poderosos
em guerra, puseram em fuga exércitos
de estrangeiros... Alguns foram
torturados, não aceitando seu resgate, para
obterem superior
ressurreição;
outros, por sua vez, passaram pela
prova
de escarnias e açoites, sim, até de algemas e
prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de
cabras,
necessitados, afligidos,
maltratados, homens dos
quais o mundo não era digno..."
(Hb l
1:32 a 38). Gente, isto que lemos aqui é, em
sua essência,
compromisso absoluto
com o que creio! Só
assim Deus pode
agir com poder e graça em
nossa
sociedade.


O livro de Atos nos mostra isso quando fala sobre o impacto da fé e do testemunho dos primeiros cristãos, "Estes
que têm transtornado o mundo
chegaram também aqui" (At l 7:6), Ou seja, a fé, as convicções
e o testemunho daqueles irmãos
causaram
um impacto sem precedentes na
sociedade
daquela época.


Mas por que isso não continua a acontecer hoje em dia? Por que
não oferecemos a este mundo
cansado, aflito e faminto a solução que provamos em nossas
próprias vidas? As pessoas estão
vulneráveis, inseguras, sem perspectivas, com os
relacionamentos esfacelados, se sentem
rejeitadas e desamparadas. E nós
temos a
reposta!
Pois, o Evangelho de Cristo oferece
reconciliação com Deus e vida eterna, amor, segurança,
restauração e descanso. Provamos
tudo isto, não é verdade? Por que então não dizemos isso ao
mundo? Por que não
testemunhamos isso com ousadia e poder? Porque falta em
nossas vidas um compromisso
absoluto com o que cremos. Falta um compromisso de fé!


• Sua vida
reflete um compromisso
absoluto de fé com o Senhor?


2 - Compromisso Absoluto com a Vontade do Pai


Para que possamos dar testemunho fiel, é necessário ter
compromisso absoluto com a
vontade do Pai. O que vemos hoje é que a maior parte dos
cristãos não está comprometida com
a vontade do Pai por desconhecê-la, e outros
tantos, por não fazer dela uma prioridade em
suas vidas. Não
podemos esquecer que o maior
exemplo de comprometimento com a vontade do Pai veio de
Jesus. Em Jo 4:34, Ele diz aos Seus
discípulos: "A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra". Mais tarde, quando se aproximava a Sua morte, em um momento de grande angústia, orou assim ao Pai: "Meu Pai, se não é possível
passar de
mim este cálice sem
que eu o beba, faça-se a tua
vontade"
(Mt
26:42).


E qual é a
vontade do Pai com relação ao
evangelho? Não é "Ide e fazei
discípulos"
(Mt
28:19)? Portanto, a nossa vontade deve estar submetida à
vontade maior do Pai que é "ir".
Paulo retraía
isto muito bem quando diz: "porque
jomais deixei
de
vos
anunciar todo o desígnio de
Deus" (At 20:27) e também tinha a consciência de sua
responsabilidade em não fazê-lo: "Se
anuncio o evangelho,não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque
ai de
mim
se não pregar o evangelho!" (l Co 9:16).


• A vontade de
Deus deve ser a nossa
busca constante! Você se parece com Jesus? Você
prioriza a sua vontade ou a
vontade dEle?


3 - Compromisso Absolutocom a Realização da Missão


Nós
só poderemos cumprir o propósito de
Deus, se tivermos um compromisso absoluto com a realização da missão. Vemos
isso na vida de Moisés, cuja missão era liderar o povo até a Terra
Prometida: "Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu
povo, os filhos de Israel,
do
Egito"
(Ex 3:10). Com Paulonão foi diferente. Sua missão
era "Levar o meu nome perante os
gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel" (At 9:15) e somente alguém comprometido com a missão poderia estar "em trabalhos,
muito mais;
muito mais em
prisões; em açoites, sem medida;
em
perigos de morte, muitas vezes. Cinco vezes
recebi dos judeus uma quarentena de açoites
menos um;
fui três vezes fustigado com varas; uma vez,
apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite eum dia passei no voragem do mar; em jornadas,
muitos vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em
perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no
deserto, em
perigos no mar, em perigos entre falsos
irmãos; em
trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas
vezes; em fome e sede,
em jejuns, muitas vezes;
em frio e nudez" (2 Co l l :23-27).


E o nosso exemplo maior de comprometimento vem de Jesus. Ele sabia que tinha que morrer na cruz para cumprir o propósito de Deus: "Desde esse tempo,
começou Jesus Cristo a mostrar a seus
discípulos que
lhe era necessário seguir para
Jerusalém e sofrer muitas coisas dos
anciãos, dos
principaissacerdotes
e dos escribas, ser morto e
ressuscitado no terceiro dia" (Mt 16:21), e, apesar de todo o sofrimento e dor, Ele
escolheu cumprir Sua missão.


Ele próprio
nos deixou uma missão, e ela deve
ser o centro de nossa vida. Jesus disse "Ide
e
fazei discípulos" (Mt 28:19). Mas o que vemos é que a missão está sendo relegada a um nível secundário. Se der, falamos! Se der, pregamos! Não há um comprometimento absoluto com a missão e por isso o mundo sofre e perece. É mais do que discutir preferências e escolhas, é proclamar a vida!


Se não entendermos qual é o nosso dever
como Igreja de Jesus, através da operação do Espírito Santo, de ir com a mensagem para sarar, abençoar e assim
transformar o ser humano em sua totalidade,
não cumpriremos a missão de
Deus. "Porqueo nosso evangelho não chegou até vós tão somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo" (l Ts l :5).


• Você tem um
compromisso absoluto
com a missão? Ela arde em seu coração?


Conclusão


A igreja precisa com urgência assumir o imperativo de
Jesus aos Seus servos: "Ide, fazei
discípulos".Não
se trata de uma opção, mas,
sim, de obediência a uma ordem explícita. Nada, absolutamente
nada deve nos desviar de cumprir esta missão.


Devemos combater todo o pensamento pós-moderno que
afeta a missão da igreja. A
igreja deve
reavaliar seu comportamento e
ver que as
pessoas n
ão
são convencidas da
realidade do amor de Deus unicamente por meio de palavras,
mas através de uma demonstração
diária de que o cristianismo funciona e de que o amor de Deus é
real.


Temos
tr
ês compromissos apresentados


I
- Compromisso Absoluto com aquilo que Creio


II- Compromisso Absoluto com a
Vontade do Pai


III-
Compromisso Absoluto com
ú Realização
da Missão





1.
Temos um supermercado de religi
ões e seitas,
até mesmo no meio evangélico.


2.
"De boas inten
ções o
inferno está cheio".


3.
N
ão basta ter fé, é importante ter fé na
Verdade (quantos têm fé e até dão a vida por Alá).


4.
A base do compromisso est
á em nossas
convicções doutrinárias.


5.
Convic
ção na Palavra do Senhor e no Senhor da
Palavra.


6.
Compartilhe o Evangelho anunciando e vivendo.


7. O Evangelho de Jesus Cristo é transformador, libertador, salvador, perdoador,
resgatador. Não é para ser vendido como um produto de consumo (é pela graça, e
não é produto, é Deus conosco) e nem é mais uma ideia para o mercado religioso,
mas é a solução de Deus (não é mais uma opção) para o hornem pecador-perdido.


• Como Cristo revelou Deus ao mundo, hoje compete à igreja transmitir Cristo ao mundo. Aceite o desafio "Ide, fazei discípulos"!


Vamos anunciar a Verdade! Vamos viver a
Verdade!