IGREJA PRESBITERIANA INDEPENDENTE DE PENDÊNCIAS


Friday, October 26, 2007

REFORMA PROTESTANTE: O LAPSO TEMPORAL DE 490 ANOS



* Rev. Ashbell Simonton Rédua

asredua@yahoo.com.br

Lembrando à Reforma Protestante, o cristão de fé Reformada é levado a situar-se no passado fazendo uma ponte até o presente, esquecendo o lapso temporal de 490 anos (31.10.1517 – 31.10.2007). Neste período a Igreja passou por vários conflitos que de certa forma influenciaram grandemente na formação da Igreja Protestante/Evangélica do Sec. XXI, totalmente ambígua e descaracterizada dos princípios reformados.

Até 31 de outubro de 1517 um monge chamado Martinho Lutero ousou discordar teologicamente da doutrina ensinada até aquele momento, conseguindo provocar grande ruptura na vida Igreja. Um dos temas debatidos na Reforma e que até hoje é debatido nos círculos acadêmicos e eclesiástico é a questão da liberdade com, profundas conseqüências institucionais, políticas, econômicas, culturais e sociais que traduziram sobretudo nos nossos dias .

João Calvino, um dos expressíveis reformadores, escreveu amplamente contemplando nos seus textos a liberdade cristã como um dos pilares da Igreja Reformada, recebendo conceituação ética essencial à vida humana. Tema este que só vim a ter uma compreensão mais profunda após as aulas de Teologia ministrada pelo Rev. Heber de Campos, no curso de Bacharel em Teologia oferecido pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A célebre frase Ecclesia reformata et semper reformanda est - A Igreja reformada está sempre se reformando – expressão formulada após a Reforma, e vastamente utilizada neste lapso temporal, precisa ser a tônica da Igreja na atualidade, frente a tantos e urgentes desafios, exigindo da Igreja uma postura mais adequada a pos-modernidade sem abrir mão de seus princípios teológicos-reformados.

A Reforma do Século XVI nasceu com a proposta de contestação, de mudanças radicais nas bases da fé cristã, apresentando-se como um movimento libertador, o que de fato aconteceu. Porém, com o passar do tempo, sofre com o perigo, sempre iminente, de um tradicionalismo rígido, extremamente conservador, paralisante, fechado, descolado da realidade.

Portanto, cremos que se faz necessário e oportuno buscar uma constante reforma, retornar aos fundamentos fé cristã, encontrados nas Escrituras e nas grandes doutrinas pregadas pelos reformadores, a fim de não perdermos nossa identidade reformada e influenciarmos, positivamente, com liberdade, a Igreja Evangélica Brasileira, tão sem direção, em conhecimento bíblico e sem firmeza doutrinária. A partir daí Influenciar também a sociedade, buscando transformações em todas as suas dimensões sócio-política-econômica-social-cultural.

Nesse sentido, o princípio reformado autoriza-nos resgatar o pensamento de Calvino e atualizá-lo diante das demandas atuais naquilo que houver, de fato, necessidade.

Neste Lapso temporal a Igreja precisa:

1. Ter visão de mundo e vida da Cristã juntos.

Deus é Soberano, é Senhor de toda a vida. Conseqüentemente temos a necessidade reconhecermos de que tudo o que buscamos para viver, todos os nossos atos, toda a nossa vida, tudo o que nos envolve, deve ser para para a glória de Deus. Como o Apóstolo Paulo escreveu aos coríntios, “Assim se você come ou bebe ou tudo que que você faz, faça tudo para a glória de Deus” (I Cor.10:31). Este é um princípio do crente reformado e que em toda a história Reformada foi levado a sério. O Reformado tem o conhecimento e reconhecimento do Domínio de Cristo sobre todas as coisas, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra. Assim expressou Abraham Kuyper: “Não há uma polegada quadrada no universo inteiro do qual Cristo não pode dizer, “Isto é Meu! “

Tenho que admitir que uma visão do mundo e da vida cristã tem provocando reações na vida eclesiástica, quando desagrutinamos a nossa vida em áreas distintas, incorporando um hedonismo prático entre a vida piedosa e a vida coditiana. Tudo o que estamos fazendo fora dos portões da igreja está sob o Domínio de Cristo. Necessitamos promover o ensino da Soberania de Cristo sobre todas as esferas da vida humana, quer na vida particularmente, quer na vida de outros crentes, quer na vida política, econômica, social, financeira, trabalhista, nos negócios, na saúde pública e privada, nos esportes e em qualquer programa de trabalho.Cristo é Senhor, é Deus absoluto sobre todas as coisas.

2. Busca dos meios de restauração evangelística e missionária, como característica vital da revivificação da igreja.

Igrejas verdadeiramente Reformadas sempre expressaram um compromisso forte nesta área. Alguns dos grandes movimentos missionários do século XX e XXI tiveram suas origens nas missões Reformadas. Missionários Holandeses foram para Indonésia, Presbiterianos Brasileiros para a Africa, Paraguai, Bolívia, Espanha, França, Inglaterra, Nova Zelândia, Estados Unidos da América, Escócia, China e Romênia. As Igrejas Reformadas de África do Sul fizeram muito na evangelização de suas terras em substituição ao continente africano. Nós presbiterianos somos uma parte deste movimento missionário, quando definitivamente foi implantado a Igreja Reformada no Brasil, pelo Missionário Ashbel Green Simonton.

De mãos dadas com esta ênfase em evangelização e missões evidenciamos nossa preocupação por revivificação (restauração). Embora esta palavra sofreu abuso em recentes anos, não há nada tão reformado que a revivificação!

Neste Lapso temporal, Deus derramou o seu Espírito p´ra trazer tempos de refrigério. Homens como Martin Lloyrd-Jones, W. A.Tozer, W. Pinck, Spurgeon, ao longo de seus ministérios mantiveram uma fome saudável pela revivificação. A igreja perdeu sua característica evangelizadora e missionária urbana, praticamente não conseguimos desenvolver uma estratégia evangelística nos grandes centros.

Na vida urbana o individualismo tem suas características profundas, principalmente como produto do medo da violência, medo de perder o emprego, medo de ser assaltado, medo de sair de casa e não regressar pôr ter sido vítima da violência pessoal ou do trânsito, há um pavor enorme cirandando as pessoas urbanas, até mesmo em nossa casa tranqüilo, podemos ser vítima fatal de uma bala perdida das constantes disputas territoriais das quadrilhas.

A individualidade do homem urbano é caracterizado também pôr sua falta de tempo, ele está sempre correndo daqui para acolá, vivendo numa dimensão a beira da loucura.

Os filhos são criados pela empregada doméstica, na verdade o relacionamento de pai para com filhos é muito informal e o relacionamento de esposa e esposo tem características hedonista, principalmente afirmado nas palavras de Vinícius de Morais, “o amor é eterno enquanto dura”. O casamento é mais visto com um contrato social, em que duas partes fazem um acordo que a qualquer hora possa ser rescindido.

3. Ter Unidade e Identidade

Vivemos em conflitos pôr causa das migalhas. Parece que não sabemos mais o que é essencial na Igreja, pôr causa das nossas idiossincrasias, nossa pequenez, nosso egoísmo, nossa intransigência, nosso doutrinarismo individualista e divisionista, nós nos dividimos.

Praticamente podemos dividir a igreja em vários grupos: “os tradicionais, carismáticos e liberais”. ampliarmos mais esta divisão podemos encontrar: tradicionais, conservadores, pentecostais, reavivalistas e liberais. A Unidade é uma das marcas da verdadeira Igreja, da verdadeira comunhão santa da Igreja com Jesus Cristo. Os santos vivem em união, portanto a unidade deve ser o resultado natural da compreensão da natureza do ser de Deus.

4. Revitalização da Vocação Pastoral

Às vezes desejo saber se existe fome por revivificação em nossas igrejas. Temos visto muitos aberrações e por isso estamos cansamos. Precisamos ser desafiados novamente.

Precisamos estar orando para revivificação da Igreja? Às vezes me pergunto: porque tão poucos homens vieram a ser chamados e treinados para o ministério pastoral nos últimos anos.

Aquele que sentia-se vocacionado para o ministério, sentia-se agradecido a Deus pôr esta vocação, a sua igreja local e sua família de deliciavam de gratidão pôr esta vocação. Era comum os pais orarem a Deus pôr um filho homem, e, quando este nascia, os pais consagravam-no e dedicavam-no a obra do Senhor. Era sonho das solteiras casarem-se com um pastor, era sonho das mães terem um filho ou um genro pastor.

Atualmente o que é corrente em nosso meio, que somente é pastor, aquele que não conseguiu ser nada na vida. As mães não oram mais a Deus pedindo um filho homem, porém se nasce homem, ele deve ser tudo na vida, menos pastor. Pastor hoje é sinônimo de pobreza, solidão, angustia. A crise vocacional é acentuada ainda com a visão tecnocrata do ministério pastoral. A idéia da Igreja como empresa e o pastor como executivo. A visão do crente não é mais a visão do homem espiritual, crente, fiel a Deus, mas é a visão de um empresário e uma empresa.

Ao perder-se a visão espiritual do ministério, a visão pedagógica, a igreja passa a determinar todas as regras em que o pastor deve obedecer. Se ele obedece as diretrizes da igreja, este permanecerá pôr longo tempo nesta igreja, porém se ele descordar, é mandado embora. É preciso termos em conta que qualquer pastor que opta pelo trabalho espiritual e pedagógico da igreja, terá de líder com questões que consequentemente ferirá uns ou trará descontentamento a outros. Neste caso seguindo os preceitos Bíblicos ele não será um pastor bom, fiel e sincero as instituição religiosa que o contratou. É comum então observarmos o marketing na Igreja, que reflete esta visão tecnocrata.

Conclusão

A Reforma tem grande implicação para a Igreja de hoje, tais como:

1. A Reforma resgatou o conceito de pecado

2. A Reforma pregou a doutrina da Justificação somente pela Fé

3. A Reforma resgatou o conceito da autoridade vital da Palavra de Deus

4. A Reforma redescobriu na Palavra a doutrina do Sacerdócio Individual do Crente

5. A Reforma apresentou, de forma clara e inequívoca, o conceito de Soberania de Deus.

Devemos reconhecer a Reforma como um movimento operado por homens falíveis, mas poderosamente utilizados pelo Espírito Santo de Deus para resgatar Sua verdade e preservar a Sua Igreja.

Soli Deo Gloria



*Rev. Ashbell Simonton Rédua – Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbitério do Norte (Recife-PE), em 1989, Bacharel em Teologia com Especialização em Capelania, pelo Seminário Teológico Evangélico do Nordeste (Recife-PE), 1990, Bacharel em Teologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo (2006), Especialização em Bíblia pelo Centro de Pos-Graduação Andrew Jumper, Graduando em Direito pela Centro Universitário Plínio Leite, e Especializando em Direito Ambiental pela Universidade Gama Filho Currículo completo http://lattes.cnpq.br/9018318255138280


Thursday, August 09, 2007

PRESBÍTEROS: GUIAS E PROTETORES
DO REBANHO
*Rev. Ashbell Simonton Rédua

Conscientes disso, pretendo tratar deste tema de forma mais ampla, pois sabiamente nossa confissão reformada nos alerta para tanto outros possíveis desvios e perigos que tange a nossa dimensão eclesiástica. Vivemos num período histórico grandemente desafiador, no qual a minha querida igreja sobre as quais se firmaram gerações e gerações sofre uma crise quase sem paralelo na história no contesto DA família, enquanto o divórcio era tolerado para OS membros comuns apenas, hoje debatemos com presbíteros docentes vivendo segundo, terceiro e até o quarto matrimônio e este também em crise. As escolas teológicas e confessionais carecem de novas abordagens que lhes restituam sua verdadeira função de elementos estruturais na formação do homem pós-moderno. A cultura religiosa pós-moderna, DA religiosidade popular, DA influência musical gospel, DA liturgia aberta e liberal, DA insersão de novas técnicas de comunicação na substituição DA pregação expositiva, tais como corinhografia, coreografia, danças rítmicas e shows evangélicos. A ampla comercialização das diversas propostas espirituais, tais como : “Igrejas com propósitos”, “Igrejas sem propósitos”, “Células”, “G12”, “Igrejas de Relacionamentos”, “Igrejas Interdenominacionais (não sou de ninguém e todo mundo é meu também)”. São oferecidos roteiros espirituais baratos, que prometem um bem-estar imediato, fácil e a qualquer hora do dia e DA noite (Igrejas 24 horas), haja vista que o mundo pós-moderno não acolhe facilmente percursos árduos, penosos, de despojamento, contudo busca e persiste a fome de algo autêntico e verdadeiso, mas sem a disponibilidade de passar por um caminho duro e comprometido (escrevo aqui de crentes de horas e locais marcados).
Assim penso que OS presbíteros como guias e protetores do rebanho devam ter algumas características:
1. O Presbítero deve ser discípulo e discipulador. A questão do discipulado e do discipulador deve envolver inteiramente a vida do presbítero, levando em conta a sua maturidade cristã e humana, resultando na capacidade de desenvolver a difícil tarefa de ser discípulo. Aquele que é capaz de ouvir OS outros e sobretudo o “outro”, este é capaz de levar as Boas Novas DA Salvação aos outros, não por palavras, mas especialmente pelo testemunho de uma vida integra e file ao Senhor
2. O Presbítero deve ser capaz de conhecer em profundidade a alma humana, intuir dificuldades, ser um facilitador no relacionamento e no diálogo com outro, obter confiança e colaboração, exprimir juízos seremos e objetivos. É necessário o cultivo de uma série de qualidades humanas necessárias à construção DA personalidade pastoral, tais como equilíbrio, fortaleza, liberdade, amor à verdade, lealdade, respeito pela pessoa de cada um, sentido de justiça, fidelidade à palavra dada, coerência e capacidade de suportar o peso das responsabilidades presbiteriais.
3. Os Presbíteros devem ter o seu próprio modus vivendi. Como qualquer outra pessoa, OS presbíteros sofrem condicionamentos das mudanças culturais DA pós-modernidade. Num processo dramático de desconstrução e reconstrução, alguns presbíteros transformam suas concepções de família, relações afetivas, a maneira de se vestir, do ato sexual, comportamento, hábitos em tendências ou possibilidade quando não como realidade. Algumas reinvidicações nos quais destaco a opção pelos grupos minoritários, discriminados, a emancipação DA mulher (debates sobre diaconisa, presbíteras e pastoras), a liberação DA sexualidade e do prazer (poucos se aventuram a falar com OS casais DA igreja sobre sexo e suas formas desvirtuadas, o direito ao orgasmo, o homossexualismo), o divórcio, a relativização DA virgindade, a rediscussão DA fidelidade conjugal. É certo que a onda individualista alastrou na sociedade cristã e contaminou OS presbíteros, que preferem viver sua vida num relacionamento com OS concílios DA igreja muito diferente daquele surgido no nascedouro do cristianismo.
Por muito tempo, na Igreja, quando se tentava enfrentar essas questões em relação aos presbíteros, projetavam-se modelos idealizados de presbíteros, que mais se adequavam às necessidades institucionais, mas não respondiam ao desafio DA originalidade de cada um. Nas últimas décadas, essas questões passaram a incomodar muito mais inúmeros presbíteros, que procuravam articular sua realização pessoal às reais necessidades DA Igreja. Na perspectiva conciliar, a identidade do presbítero passa em sua definição pela comunhão dos presbíteros entre is e com o pastor no serviço à comunidade;. Hoje, porém, muito se perdeu dessa perspectiva e se retoma a questão DA identidade presbiteral numa ótica muito mais subjetiva, do direito de cada um ser
Feliz.
Precisamos prestar atenção a alguns sintomas, dentre OS quais OS momentos de dúvida, quando é posta em discussão a própria identidade e a própria vocação, o próprio papel, o modo de desempenhar o ministério presbiterial. Este é o aspecto mais evidente. Depois a dúvida pode ficar mais ampla e envolver mais em geral o aspecto institucional, a Igreja na qual se exerce o ministério, a época em que vivemos. Ao lado disso, há sintomas que dizem respeito à estrutura cotidiana DA vida: podem ser momentos de excessivo cansaço, fraqueza existencial, momentos latentes ou não de depressão; ou o excesso de trabalho, a procura obsessiva de atividades que parecem justificar a própria existência, a fuga de todo espaço vazio ou sossegado de silêncio e de reflexão.
Este último sintoma; o excesso de trabalho; é hoje muito difundido;. Parece que uma pessoa só se sente valorizada quando pode ostentar uma agenda cheia, e não quando usa o tempo para aprender a contemplar, a fazer intervalos de introspecção, até mesmo para saber avaliar com alegria os passos dados na missão.
4. É bom lembrar que antes de ser presbítero é preciso ser cristão e antes de ser cristão, ser humano. Somente sobre fundamentos sólidos humanos se pode edificar o verdadeiro presbítero, pois este deverá ter condições de colocar a totalidade de sua vida sob o dinamismo do Espírito Santo. A capacidade de tomar decisão, de assumir a vida nas próprias mãos, confiando na presença permanente de Deus, faz parte do dinamismo do processo de maturação humana. Esta é construída a partir da tomada de posição pessoal e do relacionamento com os outros, na base do diálogo e do compartir a vida com os demais.
Por outro lado, esse processo, não pode ser tão indefinido, pois ele tem responsabilidades inadiáveis no exercício do ministério. Para isso, ele contará com a graça de seu estado ministerial e deverá estar aberto para, em comunhão com os irmãos de presbiterato e com os leigos com quem trabalha pastoralmente.
Conclusão: O presbítero deverá ter um senso profundo de realismo em relação a si mesmo, suas ambigüidades e potencialidades, e com a realidade que o cerca. Conhecer-se é fundamental no processo de auto-aceitação em vista da maturidade humana e espiritual. Só aplicamos a medicina correta quando detectamos com precisão onde estão nossos pontos fracos. Nada mais prejudicial nesse ponto do que a camuflagem do que se é, verdadeira e profundamente. Deixar aflorar o que somos, com nossas emoções e sentimentos, para resgatar tudo o que nos edifica e trabalhar o que nos destrói. A não-repressão do que se sente traz consigo a possibilidade de superação do que é negativo na pessoa e de redimensionamento das aspirações de um eu-ideal distanciado do que a pessoa realmente sente e quer, isto é, de seu eu-ideal. Podemos dizer que levamos essa riqueza de vida, contida na experiência dos presbíteros, parafraseando o apóstolo dos gentios, em vasos de barro, só assim os Presbíteros serão guias e protetores do rebanho.

Wednesday, August 01, 2007

IGREJA PRESBITERIANA INDEPENDENTE



UMA IGREJA SANTA, SERVA E EDIFICADA
SOBRE A ROCHA.

31 de julho.
Nossos corações sentem uma imensa felicidade e uma forte emoção por 104 anos de história. 104 anos de Igreja Presbiteriana Independente.
As palavras se tornam pequenas diante da Glória e da Majestade de Deus, do que ele fez e ainda fará por esta igreja.
O que comemorar? Perguntam-se alguns.
Se há tantos problemas, por que festejar? Perguntam-se outros.
Muitos ainda dizem: porque comemorar uma divisão?
Aos que pensam dessa forma, com muito carinho e convicção afirmamos:
Não acreditamos que aqueles 22 homens se levantaram no dia 31 de Julho e lutaram por uma divisão, mas sim por independência e liberdade para ser uma Igreja Brasileira.
Não comemoramos a divisão, mas rendo graças ao meu Deus por sua existência e a confirmação de que hoje todos os Presbiterianos Independentes são bravos campeões.
Não estamos julgando e nem certificando de que esta igreja seja exemplo fiel da melhor prática religiosa sendo nosso Brasil tão povoado por inúmeras instituições protestantes e outras religiões.
Simplesmente somos alguns jovens compartilhando com todos vocês o amor que sentimos pela Igreja Presbiteriana Independente.
Ela não é perfeita, pois somos nós quem a representamos.
Mãos humanas e por isso às vezes mãos falhas.
Mas Deus com seu infinito poder restaura mãos, braços e principalmente corações; dando sustento e alimento para que ela continue marchando.
Aprendemos com esta igreja que é necessário ter Paixão, se entregar a Vida de forma alegre, confiante e séria.
Aprendemos que nela há espaço para todos e que ela, mesma na sua pequenez, em se tratando de nosso território geográfico, abre caminhos, horizontes.
Aprendemos que ao ler a Bíblia devemos ter cuidado, responsabilidade com as sagradas escrituras e que falsos profetas não podem interpretá-las de uma maneira medíocre e conveniente ao seu estado pessoal, é necessário estudá-la. E muito!
Aprendemos com esta igreja que é necessário um Referencial para estar nos encorajando a agir não dentro de quatro paredes, mas fora delas.
Aprendemos com ela que a Igreja de Jesus Cristo precisa ter identidade, autenticidade para que o evangelho seja proclamado com verdade.
Aprendemos com ela a sermos Brasileiros, sermos clássico, pop, rock, forró, samba, bossa......
Aprendemos com esta igreja que o Espírito Santo muitas vezes se manifesta no nosso silêncio e que Ele ecoa muito mais que um sino pertinente a tocar e que Ele age nos nossos corações e na nossa razão mutuamente e não separadamente.
Aprendemos com ela que Deus é Justo e Soberano.
Aprendemos com esta igreja que as dificuldades e diferenças sempre vão existir, mas que é preciso superá-las, brigando, lutando, perdoando, porém juntos, permanecendo nela e não a abandonando.
Louvamos a Deus por esses 104 anos e através dela podermos gritar ao mundo que Jesus Cristo é o nosso único e suficiente Salvador.
A todos os Presbiterianos Independentes um Feliz Aniversário.
Pela Coroa Real do Salvador e Por uma Igreja Apaixonada.

Parabéns IPI do Brasil pelos seus 104 anos!

104 anos da IPI do Brasil


31 de julho – uma ocasião para pensar nossa fé presbiteriana independente


31 de julho, um marco, um símbolo, uma voz que parece ecoar desde 1903, romper o tempo e chegar até os nossos corações com um grande sopro que meche conosco e que nos fala no seu cicio suave ou na violência da ventania, lembrando-nos quem somos:
- Uma igreja que não negocia sua fé e nem aceita que a mesma seja uma mistura, afinal a fé cristã não é compatível com falsas doutrinas;
- Uma igreja que caminha com coragem, é madura, forte e que não precisa viver sob a tutela de outros para ser igreja de Cristo e realizar a sua obra, implantando o Reino de Deus nas terras tupiniquins e até os confins da Terra;
- Uma igreja que pensa missões a partir da sua ação direta, sem rodeios, sem medo de ser tachada de retrógrada ou fanática;
- Uma igreja que protege a família contra as propostas do mundo e suas insinuações, entendendo o ministério eclesiástico como algo pedagógico para pequeninos, pais, candidatos ao sagrado ministério e ministros de Cristo;
- Uma igreja que não tem medo de ser independente de qualquer outra coisa além do Senhor, pois sua suficiência está em Deus.
Eram estas propostas que estavam no pensamento e no coração de Eduardo Carlos Pereira e dos demais Pais Presbiterianos Independentes. Já se passaram 104 anos da organização de nossa igreja e os contextos pelos quais a IPI do Brasil passou, levou-nos a renovar e ampliar o projeto deles, mas é certo que, se formos menores do que a proposta deles, seremos qualquer outra coisa, menos cristãos presbiterianos independentes.

Feliz 31 de Julho!!!!!!
Rev. Evaldo Silva

Thursday, July 26, 2007

104 anos de IPI do Brasil


As IPI de Pendências, Alto do Rodrigues e as Congregações de Mossoró, Macau e Carnaubais realizam programação especial para comemorar os 104 anos da IPI do Brasil. Serão dois dias de atividades onde as igreja e congregações comemorarão juntas essa festa tão especial na vida dos presbiterianos independentes.

A Programação terá início no sábado, dia 28/07, com um grande Culto de Ação de Graças pela data no Ginásio de Esportes da cidade de Pendências. Nesta noite, além da presença das IPI’s da região, contaremos com a tradicional presença de autoridades e personalidades locais e outras denominações da cidade e região. Estará pregando neste dia o Pastor Davi da Igreja Congregacional de Natal/RN. No domingo, dia 29/07, pela manhã ocorrerá um churrasco de confraternização na área de lazer do Dinart e à noite Culto de Celebração e Adoração.

Além dessa programação, haverá no dia 31 de Julho, uma Celebração de Aniversário na IPI do Alto do Rodrigues. A programação fica como segue:

· Sábado (28/07): 19h30min — Culto de Ação de Graças (Pendências)
· Domingo (29/07): 11h00min — Churrasco de Confraternização (Pendências)
· Domingo (29/07): 19h30min — Culto de Celebração e Adoração (Pendências)
· Terça (31/07): 19h30min — Celebração de Aniversário (Alto do Rodrigues)

Thursday, May 24, 2007

8 ANOS DE MEL


Foram duas noites de festa e muita celebração a Deus pelo 8º aniversário do Ministério de Coreografia Expressão de Louvor... Oito anos especiais por diversos motivos...

Gratidão a Deus pela existência, alegria pela superação de desafios, festa por poder adorar ao Senhor com todo o ser e muito mais. Foram esses os motivos que levaram àqueles jovens trabalharem tanto para realizar essa comemoração.

Nesses oito anos de existência o Ministério de Coreografia Expressão de Louvor – MEL – passou por muitos momentos de alegria e de serviço a Deus; mas também enfrentou muitos momentos de dores e tristezas. Nesses oito anos teve a alegria de ver vidas transformadas pelo poder de Deus através das coreografias apresentadas pelo grupo; mas também muitas perdas de pessoas amadas que deixaram o grupo, por abandonarem o evangelho e até por tragédia; Viveu momentos de forte influência e participação comunitária; mas também enfrentou duras críticas. Chegou a ter muitos membros, mas também esteve a ponto de deixar de existir.

Por tudo isso, esses oito anos não é apenas mais um aniversário. Outrossim, é ação de graças pela fidelidade do Senhor e pela perseverança e oração de pessoas como Edneide e Flávia Rafaela entre outras mas recentes, que se doaram de corpo e alma para verem se completar esses oito anos “fazendo tudo para a glória de Deus!”

Parabéns MEL, pelos oito anos de existência e por sua vontade ser a vontade de Deus.

Presb. Clepson de Oliveira Brito

Monday, May 21, 2007

JUSTIFICAÇÃO - Justiça = Jesus


Não temos justiça separados dEle.


Meu professor da principal matéria na faculdade iniciou a discussão em classe, durante o primeiro período de aula do semestre, pedindo-nos uma definição de justiça. Demos muitas definições. Justiça é fazer o que é certo. Justiça é conformidade com a lei de Deus. Justiça é santidade. E talvez, ainda melhor, justiça é amor.


Não somente os alunos deram essas definições, mas poderá você encontrá-las no comentário inspirado. Mas, após o professor ter rebatido todas as nossas definições, levou-nos finalmente à conclusão de que a melhor e mais completa definição de justiça é Jesus. Todas as outras são inadequadas.Se, por exemplo, justiça é definida como fazer o que é certo, então qual a única coisa de que necessitaríamos para ser justo? Fazer o que é correto.


Não teríamos necessidade de um Salvador, se justiça se baseasse apenas em comportamento. Mas justiça não é uma entidade em si mesma. Não é nada que a humanidade possa de alguma forma produzir. Estamos falidos, em termos de justiça. Declara Isaías, que "todas as nossas justiças são como trapo da imundícia". Isaías 64:6. Não só somos incapazes de produzir justiça, mas somos também incapazes de armazená-la. Não é algo que possamos obter ou reter separado de Jesus. Portanto, podemos melhor definir justiça como uma Pessoa. Enquanto tivermos a Jesus, teremos justiça. Mas sem Ele, não temos esperança de justificação."O homem pecaminoso só pode achar esperança e justiça em Deus; e nenhum ser humano é justo por tempo superior àquele em que tem fé em Deus e com Ele mantém vital ligação."


Poderíamos tentar estabelecer uma equação. Se Jesus = Justiça, e Justiça = Jesus, então a única maneira pela qual podemos obter justiça é chegar a Jesus e permanecer junto a Ele. Assim poderemos dizer que Humanidade + Jesus = Justiça. Estava discutindo isso com um grupo de estudantes universitários, certo dia, quando um jovem de uma fileira de trás passou a encarar-me estranhamente. Ele levantou a mão e disse: "Mas se Jesus por Si só é igual a justiça, e se a humanidade mais Jesus é igual a justiça, então a humanidade tem valor igual a zero!" E ele falava como se eu tivesse acabado de cometer uma grande injustiça à raça humana. Mas não é o dilema da humanidade que não tenhamos justiça própria? Temos valor supremo aos olhos do Céu. Jesus sobre a cruz provou o valor da alma humana. No que tange a produzir justiça, porém, estamos ao desamparo. Não podemos produzi-la; não temos nenhuma.


Charies T. Everson contava que uma mulher foi comprar o pano para fazer um vestido novo. Ela esfregava o tecido com o dedo, examinava a textura, admirava as cores e padrões, até que finalmente descobriu um rolo de tecido que parecia ser o que desejava. Enquanto refletia, querendo convencer-se de que aquela seria a escolha certa, o proprietário da loja aproximou-se e disse: "Notei-a examinando este material e, por coincidência, esse tecido foi empregado num vestido. Talvez não o tenha notado quando entrou."E assim, ele a conduziu até a vitrina da frente da loja; e a mulher exclamou: "Que lindo! É exatamente o que desejo. O material me agradou muito - mas, agora que o vejo na forma de vestido, estou completamente convencida." Ela adquiriu a quantidade de pano ,de que precisava. Assim se dá com a lei de Deus. Podemos admirar seus princípios; podemos concordar com seus preceitos Mas, antes que possamos verdadeiramente apreciá-la e aceitá-la, precisamos vê-la na forma de uma vida - a vida de Jesus.

Quando O vemos, nosso coração é conquistado. E quando O recebemos, recebemos também Sua justiça.(Amém!)

Agora leia esse verso, substituindo a palavra "justiça" por Jesus;


"E a obra da justiça será paz; e o efeito da justiça será sossego e segurança para sempre."Isaías 32:17"


Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este é o nome de que será chamado:O SENHOR JUSTIÇA NOSSA." Jeremias 23:6


E a vida eterna é esta: que te conheçam a Ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, Aquele que Tu enviaste.João 17:3


Renato Gibin

Dia das Mães


“Se de caminho encontrares algum ninho de ave, nalguma árvore ou no chão, com passarinhos ou ovos, e a mãe sobre os passarinho ou sobre os ovos, não tomarás a mãe com os filhotes; deixarás ir,livremente a mãe e os filhotes tomarás para ti, para que te vem,e prolongues os teus dias.”(Dt. 22.6,7)


Pode uma mãe sentir-se livre vendo os seus filhos sendo feitos prisioneiros? O texto que lemos é, na verdade, uma lei mosaica referente à preservação das espécies, pois a intenção de pegar os filhotes e deixar a mãe deles livre é que ela poderia gerar mais filhotes depois. Mas, como uma mãe pássaro, vendo seus filhotes sendo levados por estranhos, pode sentir-se livre e voar tranqüilamente? O instinto materno do pássaro certamente a conduzirá à tristeza.

Mãe só se sente livre com seus filhos protegidos e abraçados. Se alguém os distancia de si, ela se entristece, afinal sem seus filhos, ela perde sua essência, sua natureza. Há filhos que se tornaram prisioneiros do vício, do pecado enfim, do mundo, acreditando que estão só curtindo a vida e dando um passeio, na verdade não percebem que se tornaram prisioneiros, e enquanto isso mães deixam de voar, param de sentir-se livres, pois se tornam também prisioneiras da preocupação, da tristeza e do sentimento de culpa, pensando: Onde eu errei? Deus não ouve as minhas orações? Por que não construí meu ninho mais alto? Por que eu não lutei com mais forças para libertar meu filho?

Nesse dia das mães faço uma oração, um apelo e um pedido. Uma oração a Deus para que devolva a alegria das mães que vêem seus filhos prisioneiros de algum vício, pecado ou do mundo. Um apelo aos filhos e irmãos que já foram livres pelo Senhor; orem, preguem, testemunhem para os que estão cativos, e mães que já sofreram por ver seus filhos distantes do Senhor, mas agora já retornaram para os braços do Deus que também tem coração materno, consolem as mães que tem seus filhos presos. E finalmente, um pedido às mães; não se tornem prisioneiras da preocupação, da tristeza ou da dor, mas voem alto nas asas da esperança que vocês têm no Senhor, tendo certeza de que um dia seus filhos estarão livres, protegidos e guardados, junto a vocês e ao próprio Deus pois, foi seu Filho que usando também a figura de uma ave para revelar o amor maternal de Deus disse, a respeito de filhos que estavam distantes do Pai Celestial: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não quisestes! (Mt.23.37).

UM FELIZ E ESPERANÇOSO DIA DAS MÃES!

Rev. Evaldo

Mesa do Senhor

“...cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família.”(Ex.12.3b)

A mesa de nossas casas, o lugar das refeições é também lembrado como lugar de encontro (Infelizmente o lugar de encontro hoje tem sido a TV), onde a família se reúne não apenas para saborear uma refeição, mas para conversar, ouvir as informações mais recentes sobre notas e comportamento dos filhos na escola, como anda o trabalho do marido ou esposa, os planos para o futuro, enfim, é o lugar de comunhão da família.

A Páscoa é para os judeus um momento muito especial, onde pais, filhos e demais parentes com alguns elementos específicos para a ocasião, celebravam os grandes feitos de Deus, quando libertou o povo do Egito, terra da escravidão.

A Mesa do Senhor, composta da Santa Ceia, também é este lugar de comunhão, onde a família se encontra para celebrar a aliança que Deus fez conosco por meio de Jesus Cristo e que, como anúncio do Reino de Deus “Converte o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos pais”(Ml.4.6).


Como a Mesa de nossas casas é o lugar de referência da comunhão familiar, a Santa Ceia é o sinal, a referência de que Deus restaurou a vida em família e que pode ser desfrutada por todos.
Mas, em várias ocasiões, nos alimentamos sozinhos, pois o esposo está no trabalho, o filho ainda não chegou do jogo, os avós foram passear. O que fazemos? Nos alimentamos e guardamos a refeição deles para comerem quando chegar, afinal, não é por que não estavam na hora em que o jantar foi servido que ficarão sem comer. Na ocasião da Santa Ceia nem todos os nossos familiares estão aqui para participarem conosco deste banquete espiritual; pensemos portanto, cheios de esperança que, eles virão mais tarde e, como já dissemos, ao olharmos para os cálices que ficaram sem ser bebidos e o pão que sobrou nas bandejas vejamos pelos olhos da fé a refeição espiritual que está guardada para eles, e que beberão e comerão quando chegarem.



Rev. Evaldo Pereira

Monday, April 02, 2007



No último dia 31 de março estiveram em Pendências 38 jovens componentes do grupo de evangelismo de impacto Resgate da cidade de Lages que juntamente com jovens da IPI de Pendências realizaram um grande avanço missionário.

Foi um dia inteiro de programação e serviço a Deus, mas tudo não se deu apenas neste dia. Durante toda a semana que antecedeu ao dia 31 os dois grupos (Resgate e IPI de Pendências) estiveram orando e preparando as ações que se realizariam neste dia.

O dia para os anfitriões inicio-se às 23h00min do dia anterior com uma vigília na igreja, já para o grupo resgate foi às 03h00min quanto partiram da cidade Lages.

Entre as programações se destacaram o evangelismo de impacto realizado na Praça Luiz Gonzaga durante a feira pública semanal. Esse evento teve inicio às 08h e na ocasião houve a apresentação de danças, peças, coreografias e pregação da palavra de Deus, uma ocasião abençoadora seguida de evangelismo pessoal.

À tarde houve um momento muito gostoso de quebrantamento e adoração a Deus seguindo de distribuição de literatura pelas ruas da cidade e convite para a culminância logo à noite.

Por fim, à noite, na Praça São João Batista, aconteceu um grande Culto de Louvor e Adoração ao Deus Soberano. Nesse culto tivemos a participação de muitos amigos e crentes de outras denominações que foram pra adorar a Deus, ouvir sua palavra e prestigiar o lançamento do CD Exaltar-te-ei do amado irmão Nerivan Tomaz.

Lançamento do Cd de Nerivan



Na noite do dia 31 de março o irmão Nerivan lançou o seu cd Exaltar-te-ei, sonho acalentado por muitos anos e promessa de Deus para a sua vida. Foi um momento muito importante para ele , mas também para a vida da IPI de Pendências que acompanhou de perto toda a trajetória da vida desse servo que Deus, suas dores e angústias e sofrimentos.

Foi uma noite de muita alegria por ver a completa recuperação daquele irmão e a maneira com Deus agiu na sua vida; por ver o reencontro de muitos irmão que não louvavam juntos à muito tempo. Foi um momento de recordação, de comunhão e de emoção quando junto com a banda missões se foi relembrado tempos áureos da IPI de Pendências, tempos estes que, pela misericórdia de Deus, vemos ser restaurados.

Entre as canções apresentadas, destacou-se composições já conhecidas da igreja como exaltar-te-ei e missões até que todos ouçam fizeram as pessoas adorarem a Deus e se prostrarem diante Dele.

Na ocasião participaram do louvor a Banda Missões da IPI de Pendências, a Banda Gêneses da Assembléia de Deus, Ministério de Louvor do Grupo Resgate e uma participação solo do irmão Jomar da Neves.



Friday, February 23, 2007

20 anos da Logomarca da IPI

A logomarca oficial



Por decisão do antigo Supremo Concílio (atualmente Assembléia Geral) da IPI do Brasil, em sua reunião realizada em São Paulo-SP, de 25 a 30 de janeiro de 1987, foi adotada uma nova logomarca para a igreja nacional. O desenho escolhido é fruto de um longo e cuidadoso trabalho para criar um emblema que identificasse a denominação e ao mesmo tempo fosse agradável e de comunicação imediata.
Como símbolos cristãos foram selecionados alguns de grande significado, como

a Bíblia,
a sarça ardente,
a cruz céltica
a pomba,
o peixe e
o portal gótico.



A Bíblia, como a Palavra de Deus, é a base da Igreja;
a sarça ardente representa a vocação, o chamado à missão da Igreja;
a cruz céltica, tradicional símbolo presbiteriano, representando a vitória de Jesus sobre a morte;
a pomba, como que a cair sobre o conjunto, representa a descida do Espírito Santo sobre a Igreja;
o peixe, que se vislumbra do corpo da pomba, outro símbolo muito significativo;
o portal gótico, representando a Igreja, contornando todo o conjunto e a dizer que, criada por Cristo, essa mesma Igreja traz no seu coração todo esse conjunto de símbolos, todas essas dádivas de Deus.

Como solução plástica os símbolos foram trabalhados de forma a produzirem uma composição

harmônica, sendo que as formas sinuosas e graciosas da pomba, da Bíblia e da sarça quebram a rigidez e simetria da cruz e do portal.

Veja abaixo os elementos em destaque:
A Bíblia
A Sarça Ardente
A Cruz Céltica
A Pomba
O Peixe
O Portal Gótico

Em cores, a logomarca traz na cruz:

o azul característico do presbiterianismo, na cruz céltica, evocando a majestade de Deus;
o branco, na pomba e na Bíblia, inspira a pureza do Espírito Santo e da Palavra de Deus;
o vermelho, na chama da sarça ardente, que simboliza o sofrimento de Cristo e Seu sangue derramado;
o verde, no lenho da sarça ardente, que inspira a vida e traz a esperança numa Igreja cada vez mais forte e voltada para sua Missão; e
o amarelo-ouro, no portal gótico, é a cor da realeza, da purificação, da celebração e da vibração de uma Igreja em Missão.

HOMEM X DEUS

O que chamamos de acidente, Deus chama de abominação.

O que chamamos de erro, Deus chama de cegueira.

O que chamamos de defeito, Deus chama de doença.

O que chamamos de acaso, Deus chama de escolha.

O que chamamos de engano, Deus chama de inimizade.

O que chamamos de fascinação, Deus chama de fatalidade.

O que chamamos de enfermidade, Deus chama de iniqüidade.

O que chamamos de luxo, Deus chama de lepra.

O que chamamos de liberdade, Deus chama de anarquia.

O que chamamos de engano, Deus chama de loucura.

O que chamamos de fraqueza, Deus chama de vontade.


Tony Evans, Pastor e Escritor Americano.

Porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.
I Samuel 16:7b

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor.
Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.
Isaías 55:8-9

O QUE TODO PRESBITERIANO DEVERIA SABER

Todo presbiteriano deve saber que vale a pena ser presbiteriano. Ou seja, que não há inferioridade alguma no fato de ser presbiteriano face às outras denominações evangélicas. Ser presbiteriano é bênção de Deus, tão grande quanto ser metodista, batista, ou pentecostal. Os primeiros evangélicos que chegaram ao Brasil eram calvinistas. Foram eles os primeiros mártires protestantes em solo brasileiro. Os presbiterianos são representantes desse calvinismo e empunham uma bandeira de fé e coragem! Vale a pena ser presbiteriano bem como vale a pena ser presbiteriano independente!
A IPIB foi a primeira denominação evangélica no Brasil que assumiu o desafio de evangelizar nosso país valendo-se de seus próprios recursos humanos e financeiros. A IPIB tem sido protagonista de uma história de fé e coragem! Por isso, é preciso que os presbiterianos se conheçam melhor. O que devem saber os presbiterianos a seu respeito, que os ajudem a ser mais conformes à identidade que têm recebido de Deus?
Todo presbiteriano deveria saber que:
· Ser presbiteriano é crer de todo coração e entendimento no Deus da Bíblia
· Ser presbiteriano é assumir as doutrinas calvinistas originárias da Reforma do século XVI;
· Ser presbiteriano é aceitar e acatar o regime de governo eclesiástico estabelecido pela Reforma escocesa liderada por John Knox no século XVI;
· Ser presbiteriano é submeter-se à Cristo de uma maneira radical, na vida, na fé e na missão de testemunho do Evangelho e transformação das realidades do mundo;
· Ser presbiteriano é interpretar as Escrituras e as realidades que nos cercam de maneira inteligente e lúcida, sempre em submissão ao Espírito Santo;
· Ser presbiteriano é dar sempre graças à Deus pela obra missionária que nos trouxe a fé reformada, inspirando-nos a prosseguir nos mesmos ideais de disseminação da Palavra de Deus no mundo;
· Ser presbiteriano é conhecer bem a própria história e saber motivar-se com ela;
· Ser presbiteriano é ter um profundo engajamento com a Igreja, o corpo de Cristo, amando-a como Cristo a amou e continua a amar;
· Ser presbiteriano é abrir-se para o novo e também valorizar o passado;
· Ser presbiteriano é viver alegremente face à graça de Deus;
· Ser presbiteriano é viver solidariamente face à dor dos pobres e injustiçados;
· Ser presbiteriano é viver responsavelmente face ao comissionamento de Deus.
E todo presbiteriano independente deveria saber que:
· Ser presbiteriano independente é ter um profundo compromisso espiritual com o Brasil, valorizando nossas coisas e nossa cultura, comprometendo-se com o sofrimento de nossa gente;
· Ser presbiteriano independente é sentir-se responsável pelo sustento e manutenção da Igreja e seus ministérios, tanto no âmbito local quanto no denominacional;
· Ser presbiteriano independente é colocar a lealdade à Cristo acima de todas as lealdades;
· Ser presbiteriano independente é valorizar a educação familiar, escolar e eclesiástica;
· Ser presbiteriano independente é participar ativamente da evangelização do Brasil, sem esquecer da importância da evangelização em todas as outras partes do mundo;
· Ser presbiteriano independente é olhar com orgulho o passado;
· Ser presbiteriano independente é olhar com seriedade o presente;
· Ser presbiteriano independente é olhar com esperança o futuro;
· Ser presbiteriano independente é ser equilibrado na fé e na doutrina;
· Ser presbiteriano independente é ser cristão convicto e calvinista esclarecido;
· Ser presbiteriano independente é abrir-se à família da fé (muitos usam a palavra ‘ecumênico’ para expressar essa idéia) e, ao mesmo tempo, valorizar a sua confessionalidade específica;
· Ser presbiteriano independente é valorizar o leigo, a mulher, o jovem, a criança;
· Ser presbiteriano independente é “arvorar o estandarte às gentes”;
· Ser presbiteriano independente é ter coragem, é ousar, é jamais esmorecer, é lutar cada vez mais “Pela Coroa Real do Salvador” !

O Toque Eficaz de Jesus


Marcos 8.22-26

Introdução

É impossível uma mudança; ser atendido e socorrido nos dilemas e problemas diversos da vida, sem o toque de Deus. Hoje, aqui, existem diversas pessoas necessitando do toque de Deus. Mas podem estar buscando-o de forma equivocada.

O toque eficaz de Jesus
MARCOS 8.22-26

Para experimentar o toque de Jesus você precisa...
1. Admitir que você possui problemas (v.22a).Eles foram para Betsaida, e algumas pessoas trouxeram um cego a Jesus...Esse ponto é importante porque se você não admitir seus problemas e encarara-los "de frente", a vida vai passando e você não vai sair desta nunca. Com certeza, você consegue perceber a maioria dos seus problemas mas isto não é o bastante. Constatamos nesta História bíblica que um homem tinha um problema e que ao menos ele consentiu que o levassem até Jesus, para uma possível ajuda. Jesus curou outros cegos, paralíticos e solucionou diversas dificuldades de pessoas nas narrativas bíblicas, mas a maioria destas decidiram tomar uma postura ativa frente aos problemas, foram tomadas por um "inconformismo santo". Quais são os seus problemas nesta noite? Talvez você está aí sentado pensando: "eu não tenho problemas graves"! Você pode estar chegando a esta conclusão pelo ponto de vista humano, mas saiba que; a mentira , maus pensamentos, inveja, fofoca, injustiça e etc, são coisas horríveis para Deus. Se você está se envolvendo com alguma destas coisas, você está sim com um grande problema, pois estas estão separando você de Deus. Somente quando você decidir encará-los "de frente" que o início da solução começará. O ditado popular, nesta questão, é válido: "O pior cego é aquele que não quer ver".Para experimentar o toque de Jesus você precisa...
2. Aproximar-se dEle com fé (v.22b)....suplicando-lhe que tocasse nele... Para que o milagre de Jesus aconteça com você, é necessário crer que Ele possui poder para efetuá-lo. Aquelas pessoas que levaram o cego insistiram com veemência para a intervenção de Jesus na historia dele. Nas narrativas dos evangelhos várias vezes os milagres de Jesus foram precedidos por atitudes marcantes de fé, como por ex. ; o cego, que desesperadamente clamou pela ajuda de Jesus:: "Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim". Outro caso é o da mulher hemorrágica que ao avistar Jesus pensou : "Se eu tão-somente tocar em seu manto, ficarei curada". Jesus reforça o papel fundamental da fé para sua atuação quando em alguns momentos perguntou para o necessitado: "O que queres que eu te faça"? Com um objetivo suscitar fé do coração humano, para sua ação poderosa. Mesmo que haja uma certa incerteza no seu coração, peça para Ele ajudar você especificamente nisto, como um homem chamado Jairo, que certa vez declarou: "Jesus me ajude na minha falta de fé". Com certeza, a ação verdadeira de Jesus na sua vida vai começar, definitivamente, quando você se aproximar dEle com fé. Então, aproxime-se dEle com fé e seja tocado nesta oportunidadePara experimentar o toque de Jesus você precisa...
3. Entender que Ele se interessa por você (v.23a)....Ele tomou o cego pela mão e o levou para fora do povoado...A esta altura do ministério de Jesus, Ele já estava tomando precauções para evitar o alarido do povo quanto a sua pessoa, a fim de não ser atrapalhado no cumprimento da sua missão. Isto o levou a afastar aquela manifestação poderosa "das vistas" do povo. Mas existe um princípio muito importante neste ponto; Deus se interessa por você! José foi avisado na ocasião do nascimento de Jesus, em sonho pelo anjo de Deus, que Jesus seria chamado de Emanuel, que significa Deus sempre junto de nós.Jesus é distinto de qualquer outra divindade que os homens criaram, Ele é pessoal e se relaciona individualmente com aqueles que o buscam. Isto é tremendamente confortador e enche a vida de esperança. Seja qual for a sua situação nesta noite, peça ajuda a Ele e entenda que Ele vai agir pessoalmente em você. Não foi assim com a mulher que tinha aquela hemorragia terrível? Mesmo com aquela multidão comprimindo Jesus, Ele sentiu seu toque e se importou com a demonstração da sua fé. Independente deste local cheio de pessoas, com diversas realidades, entenda que ele se interessa exclusivamente por você. Você pode ter chegado ao fundo do poço; a ponto de não querer se abrir com as pessoas ou não ter absolutamente alguém pra te ajudar. Busque a real e eficaz ajuda de Jesus, Ele conhece você pelo nome e sabe o que se passa no seu íntimo. Para experimentar o toque de Jesus você precisa...
4. Descansar na forma dEle fazer as coisas (23,24).Depois de cuspir nos olhos do homem e impor-lhe as mãos, Jesus perguntou: "Você está vendo alguma coisa?" Ele levantou os olhos e disse: "Vejo pessoas; elas parecem árvores andando".Este ponto está diretamente ligado as encenações assistidas no início desta mensagem. Existem vários tipos de pessoas quando tratamos das crenças acerca de Jesus. Por um lado, o que tem trazido muita confusão para as pessoas são os tipos de mensagens que alguns tem feito acerca de dEle. Gente prometendo coisas que Ele não promete. Por outro lado, constatamos que o ser humano possui, entre vários desvios, um enorme desejo de ser servido. Assim, muitos pensam em Jesus para somente satisfazer suas necessidades. Você precisa aprender com o que a Bíblia afirma a respeito dEle; Ele é o Soberano e possui todo o poder sobre as coisas criadas, onde sua vida está incluída. O cego não foi curado no primeiro momento e isto ensina um princípio significativo; Jesus quer fazer algo diferente na sua vida, mais você precisa entender que ele vai realizar da forma dele e no tempo dele. Talvez, neste momento, existam pessoas muito desanimadas porque desistiram de acreditar e descansar no modo de Deus fazer as coisas. Nunca você vai conseguir entender os pensamentos de Deus, eles são mais altos do que os nossos. Se aproxime agora mesmo de Jesus, mas descanse na perfeita forma dEle realizar as coisas. Confie no seu caráter e experimente sua bondade! Seus planos são de paz e visam trazer a você um futuro de esperança.Para experimentar o toque de Jesus você precisa...
5. Esperar, pois a solução virá (v.25)....Mais uma vez, Jesus colocou as mãos sobre os olhos do homem. Então seus olhos foram abertos, e sua vista lhe foi restaurada, e ele via tudo claramente.Este é o único milagre nos evangelhos em que Jesus faz em duas etapas. Mas o que Jesus estava querendo ensinar? Estudiosos dos costumes do povo judaico, daquela época, afirmam que muitos sacerdotes e médicos usavam de práticas semelhantes a estas para aliviar e até oferecer uma relativa melhora aos acometidos da deficiência visual. Sendo assim, Jesus provou que fazendo de modo semelhante aos "curandeiros", da época, o cego obteve uma recuperação parcial. Jesus então, confrontou o cego parecido com esta abordagem: "E então, eu agi parecido aos curandeiros que você conhece e daí?" O homem respondeu: "Estou vendo parcialmente". No segundo momento, Jesus provou que seu toque é superior e sem igual. A única e real oportunidade de solução para sua alma inquieta é receber o toque do todo poderoso Jesus. Ninguém vai poder ajudar você como ele! Somente se Ele tocar em você nesta noite, você irá experimentar seus ajustes e não importa o que você já viveu. Com o seu toque, esteja preparado para viver os melhores dias de sua vida.

Conclusão:Para experimentar o toque de Jesus você precisa...

1. Admitir que possui problemas.
2. Aproximar-se dEle com fé.
3. Entender que ele se interessa por você.
4. Descansar na forma dEle fazer as coisas.
5. Esperar, pois a solução virá.

Escândalo Evangélico


Christianity Today, Abril de 2005, Vol. 49, No. 4, Pág. 70 Trad. Anamim Lopes Silva O

Escândalo Evangélico

Ron Sider diz que o movimento está despedaçado em hipocrisia, e já é hora de uma mudança séria. Ron Sider tem sido, por décadas, uma das vozes mais estridentes da chamada consciência ética do mundo evangélico. No seu livro, publicado em 1977, Rich Christians in an Age of Hunger, traduzido para o português sob o título "Cristãos Ricos em Tempos de Fome" (SIDER, Ronald J. São Leopoldo: Sinodal, 1982. 239p.), ele censura o materialismo dos crentes diante das desesperadoras necessidades globais. Sider, professor de teologia, ministério holístico e políticas públicas no Eastern Baptist Theological Seminary, alçou sua mais nova imprecação: The Scandal of the Evangelical Conscience - O Escândalo da Consciência Evangélica - ainda sem tradução para o português (Baker Books, 2005). Nele, Sider emparelha-se à crítica de Mark Noll ao antiintelectualismo do evangelicalismo americano em The Scandal of the Evangelical Mind (O Escândalo da Mente Evangélica). Sider diz que a crise atual abrange a mente e o coração. Stan Guthrie, editor sênior associado de Christianity Today, entrevistou Sider.

O que mais preocupa o Sr. hoje nos evangélicos? O problema mais crucial é o fracasso escandaloso de não vivermos o que pregamos. A tragédia é que pesquisas após pesquisas dos institutos Gallup e barna mostram que os evangélicos vivem exatamente como o mundo inconstante. Coloque isso em contraste com o que o Novo Testamento diz sobre o que acontece quando as pessoas vêem à fé viva de Cristo. Lá se pressupõe a transformação radical pelo poder do Espírito Santo. Penso que a desconexão entre a nossa fé bíblica e a nossa prática é por demais gritante. Sou evangélico profundamente comprometido. Por toda a minha vida tenho assumido compromisso sério com a fé evangélica e com a renovação da igreja evangélica. E essas estatísticas estilhaçam o meu coração. Fazem-me chorar. E de alguma maneira precisamos enfrentar essa realidade e mudá-la.

O Sr. tem falado freqüentemente sobre os fracassos evangélicos na sociedade, exemplo, "Cristãos Ricos em Tempos de Fome". Esta crítica mais recente abrange não somente temas relacionados com a justiça social mas também com a moralidade pessoal.

Isso foi intencional? Sempre tive preocupação com o conjunto completo dos temas bíblicos. Meu compromisso é ser biblicamente fiel, e não ficar calcando somente num determinado tema. Mas uma boa porção do que tenho escrito trata de temas sociais que chamam os evangélicos para um engajamento, por exemplo, a questão da pobreza daqui e do exterior. Mas você está certo. Este livro fala de um conjunto de coisas que todos nós evangélicos concordamos que são exigências bíblicas. Os cristãos evangélicos e os nascidos-de-novo praticam o divórcio tanto quanto, ou um pouco mais, do que a população em geral! E o Instituto Barna descobriu que 90 por cento dos divórcios ocorrem após esses cristãos nascidos de novo terem aceitado a Cristo. Quanto à promiscuidade sexual, estamos numa situação provavelmente um pouco (n.b.) melhor do que a população em geral. Josh McDowell estimou que talvez nossa juventude evangélica é 10 por cento melhor. Que o Senhor tenha misericórdia de nós! Ao menos é uma diferença mensurável. Bem, é mensurável, embora não haja [dados] tão seguros sobre uma ou outra questão. John Green, um dos maiores pesquisadores evangélicos, disse que aproximadamente um terço dos evangélicos aceitam como normal o sexo pré-marital. E aproximadamente 15 por cento dizem que o adultério é normal. Tome o caso do racismo. Um estudo do Gallup descobriu que quando se faz a pergunta, "você tem objeção a que um vizinho negro se mude para sua vizinhança de porta?", os menos preconceituosos são os católicos e os não-evangélicos. O próximo grupo, em termos de rejeição de preconceitos, pertence ao dos protestantes históricos. Evangélicos e os batistas do sul eram os piores nesse quesito. Alguns estudos revelam que a incidência de abuso físico e sexual em lares teologicamente conservadores é mais ou menos equivalente aos outros quaisquer. Um longo estudo da Igreja Cristã Reformada, membro da NAE (Associação Evangélica Nacional - EUA), descobriu que a incidência de abuso físico e sexual nesta denominação evangélica era mais ou menos equivalente à população em geral. Estudo recente sugere que os homens evangélicos até aqueles que freqüentam regularmente à Igreja são um pouco (n.b.) menos tendentes do que a população geral a cometer a violência doméstica. O materialismo continua sendo um escândalo inacreditável. Hoje, o membro de igreja histórica [de qualquer denominação] contribui à Igreja em média com aproximadamente 2,6 por cento de sua renda - um/quarto do dízimo. Os evangélicos se saíram um pouco melhor [em contribuir] do que as principais denominações. Mas seu donativo tem declinado a cada ano por diversas décadas, e estão conseguindo chegar perto da norma geral. A contribuição média do evangélico é aproximadamente 4,2 por cento - algo próximo de dois quintos do dizimo. Seis por cento dos "nascidos de novo" dizimam; assim como nove por cento dos evangélicos. Nossa renda esteve além do que chamaríamos de fabuloso nos últimos 30 anos. A renda média das famílias agora nos EUA é de mais de 42 mil dólares. Mas se o cristão americano médio dizimasse teríamos nos cofres da Igreja a mais 143 bilhões de dólares. Numa época em que as pessoas que sustentam valores tradicionais parecem reassumir posição central na política, seu livro diz que nem tudo está bem com nossas escolhas diárias na esfera privada.

De fato, o sr está acusando os evangélicos de hipocrisia. Essa conclusão é justa? Não tenho prazer em fazer isso. Faço-o com lágrimas nos olhos. Temos que enfrentar a realidade. Isso que estamos presenciando é algo inacreditavelmente trágico e, sim, hipócrita. Evidencia-se que justamente quando os evangélicos têm maior poder político para repor os valores morais nesta sociedade, maior do que antes tiveram por um longo tempo, a estatística pura em sua própria amostra viva demonstra que se não vive o que se fala. Decerto temo em dizer. Isso é hipocrisia. Assim temos que colocar em ordem a nossa própria casa antes de impor integridade ou qualquer eficácia no sentido de ajudar a sociedade em geral recuperar a saúde de 'famílias atípicas' de dois pais ou de duas mães.

Não houve sempre uma época em que a igreja típica vivesse fora da fé muito mais do que agora? Alguns podem argumentar que é justamente a natureza de uma igreja pecaminosa que precede a Segunda Vinda. Não temos estatísticas relativas aos anos de 1860 ou de 1700, assim é difícil responder essa pergunta com precisão. Mas quando olhamos para a historia da igreja, vemos que tem havido fluxos e refluxos, às vezes a igreja era especialmente infiel e cheia de desobediência e de hipocrisia. Em outras épocas houve uma renovação poderosa, e grandes grupos de cristãos eram maravilhosamente transformados. Consta que durante o reavivamento do País de Gales as prisões ficaram praticamente vazias e não muitas pessoas procuravam os pubs porque havia se dado uma transformação radical num grande número de pessoas.

A que fase da história o Sr. compararia o nosso próprio tempo? Se a questão for de obediência evangélica, então certamente não estamos vivendo tempos de reavivamento. Como podemos dar a guinada de 180º no navio? Precisamos repensar nossa teologia. Precisamos questionar, "Estamos sendo realmente bíblicos?" Na 'graça barata' reside exatamente o "x" da questão. A 'graça barata' ocorre quando reduzimos o Evangelho a mero perdão de pecados; quando relegamos a salvação à condição de mero seguro pessoal contra o fogo do inferno; quando compreendemos mal as pessoas como se fossem essencialmente almas; quando, na melhor das hipóteses, apreendemos somente metade do que a Bíblia diz sobre pecado; quando abraçamos o individualismo, o materialismo e o relativismo de nossa cultura atual. Deixamos muito a desejar em termos de entendimento e prática bíblicos enquanto igreja. Eu gostaria de pensar que os evangélicos querem conseguir ser bíblicos e definir o Evangelho à maneira como Jesus o definiu -- que é que é boa notícia do reino. Então vemos que isso significa que a maneira de começar neste reino é com a graça incondicional por meio da qual Jesus morreu por nós. Mas significa também que há agora uma comunidade nova do reino dos discípulos de Jesus, e esse aceitar Jesus significa não apenas conseguir o seguro de vida contra incêndio de tal modo que não se vai mais para o inferno, mas significa aceitar Jesus tanto como Senhor como Salvador. E isso significa o inicio de uma vida como parte de sua nova comunidade aonde tudo está sendo transformado.

O Sr. está colocando pelo menos boa parte da culpa no individualismo americano? Não há nenhuma questão que seja tão central quando essa. Tendemos a reduzir a salvação a somente o perdão dos pecados. No Novo Testamento, a salvação significa isso, graças a Deus, mas também significa nova vida transformada que é possível através do poder do Espírito. Significa a nova existência comunal da corporação de crentes. Um dos meus exemplos favoritos é a história de Zaqueu. Ele é alguém envolvido no pecado social como iníquo coletor de imposto. Quando vem a Jesus, dá a metade de seus bens e resgata tudo o que foi feito errado. Jesus diz no fim da história, "hoje veio salvação a esta casa." Não há uma palavra no texto sobre o perdão de pecados. Ora, tenho certeza que Jesus perdoou os pecados daquele canalha; claramente ele precisava disso. Mas o que o texto fala é sobre novos relacionamentos econômicos transformados que ocorrem quando Zaqueu vem a Jesus. A salvação é muito mais do que apenas um novo relacionamento correto com Deus a partir do perdão de pecados. É um novo estilo de vida transformado que você pode ver a olho nu na corporação de crentes. Obviamente ser discípulo significa que há uma disciplina.

O Sr. vê a negligência da disciplina da igreja em nossos dias como um fator nesta crise moral? É parte da questão maior de recuperar a compreensão do Novo testamento pela Igreja. A cultura atual é radicalmente individualista e relativista. Qualquer sentimento correto meu, é correto para mim; qualquer sentimento correto seu é correto para você. Eis o valor dominante. Considera-se afrontoso que alguém diga que outrem seja errado. Mas a fé histórica bíblica entendia a igreja como uma comunidade nova. As imagens básicas da igreja do Novo Testamento são a do corpo de Cristo, do povo de Deus, e da família de Deus. Isso tudo enfatiza a realidade de que estamos falando acerca de uma comunidade nova -- uma ordem social nova, visível. Essa comunidade nova no Novo Testamento vivia tão diferentemente do mundo que as pessoas poderiam dizer, "uau, o que está acontecendo aqui?" Os judeus aceitavam gentios. Os ricos aceitavam os pobres e compartilhavam com eles. Os homens aceitavam as mulheres como iguais. E os povos ficavam realmente atônitos de tanto que a igreja era diferente do mundo. Era contracultural. Além disso, [a Igreja do Novo Testamento] compreendia que ser membro do Corpo de Cristo significava que você era um com o outro, e outro com um, accountable, isto é, responsável por prestar contas. Se alguém sofresse, todos vocês sofreriam. Se alguém se alegrasse, todos vocês se alegrariam. No Novo Testamento havia o comovente compartilhar econômico, e havia a disciplina da igreja. Jesus falou explicitamente sobre a disciplina da igreja em Mateus 18. Paulo claramente tinha suas igrejas como vivas vista do lado de fora. Todas as grandes tradições do núcleo do evangelicalismo americano, seja a tradição reformada, a tradição metodista-wesleiana, ou a tradição anabatista, aceitavam coerentemente a disciplina eclesiástica quando eram fortes e prósperas. Mas muito poucas igrejas evangélicas nos dias de hoje têm apropriado totalmente de forma séria e prática a disciplina eclesiástica. Não tem sido assim, ao menos em parte, por que se abusou da disciplina eclesiástica ou ela tenha se tornado legalista e malévola? Claro que em parte é por causa disso sim. Mas não podemos desistir do casamento porque muitas pessoas o bagunçaram tão terrivelmente. E não devemos desistir da disciplina eclesiástica apenas por que tão freqüentemente a aplicamos de maneira legalista Temos que recuperar a compreensão do Novo Testamento. John Wesley pô-la maravilhosamente quando disse que disciplina eclesiástica é um prestando atenção ao outro com amor. Hoje, enquanto tantas igrejas têm abandonando a verdade bíblica, o sr disse em seu livro que todas as congregações precisam estar conectadas a uma denominação.

O Sr. tem falado sério? Claro que sim! É simplesmente errado uma igreja local não ter responsabilidade alguma perante o seu dever de prestar contas accountability) a um corpo maior. Agora, não estou dizendo que tem que ser uma das denominações atuais. Pode haver novas estruturas de accountability. Quaisquer igrejas locais que se sentirem que devem quebrar laços com quaisquer dessas denominações mais velhas que não sejam mais fiéis teologicamente ou em termos de prática moral devem tentar fazer parte de alguma nova estrutura denominacional ou organizacional para assim não serem do tipo combatentes solitários. Precisam ter uma estrutura maior de responsabilização. É categoricamente anti-bíblica e herética uma congregação individual dizer, "teremos somente sobre nós e não prestaremos contas a ninguém". O que é correto à igreja fazer? Vejo o movimento de pequenos-grupos como um sinal promissor. Uma das formas mais importantes de desenvolvermos a responsabilização (accountability) mútua na igreja local é através de pequenos grupos. É praticamente impossível seguir a Jesus em [matéria de] sexo e casamento ou em dinheiro e em ajudar aos pobres cada um por. Você precisa de sustentação forte de outros irmãos e irmãs. Quando toda a igreja local vai nessa direção, precisamos que pequenos grupos se incumbam dos detalhes e falem sobre esses esforços e passem a sustenta-los por meio de encorajamento e oração. Eu espero que cada pessoa em todas nossas igrejas com mais de 50 membros existam em pequenos grupos.

Que outras coisas os evangélicos estão fazendo bem contemporaneamente? Nos últimos 30 anos, fizemos progresso significativo em compreender que a missão da igreja é fazer evangelismo e ministério social. Está crescendo também a compreensão de que não podemos ter uma agenda de um tópico apenas enquanto nos vermos envolvidos na vida pública. A recente declaração da NAE - Associação Nacional dos Evangélicos, "For the Health of the Nation: An Evangelical Call to Civic Responsibility ("Pela Saúde da Nação: Uma Chamada à Responsabilidade Cívica Evangélica" rejeita explicitamente a política de um único tema e diz que o fiel engajamento político evangélico será baseado em uma agenda biblicamente equilibrada. Isso significa, sim, para todos efeitos, um interesse com a santidade da vida humana e com a renovação da família. Mas significa também um interesse pela justiça para com os pobres. Significa o interesse para com o cuidado com a criação, pelos direitos humanos, e pela pacificação. Simplesmente não podemos permitir que a política de direita ou de esquerda faça por nós a nossa agenda política.

Em que outras áreas o Sr. tem pessoalmente trabalhado? Há anos que tenho precisado dar continuidade ao trabalhar de garantir que a minha vida espiritual pessoal seja contínua em termos de hora para orar e ter as minhas devocionais regulares. O que continua sendo um desafio permanente. Realmente, tenho desejado ferventemente que cada canto de minha vida seja submetidos a Jesus Cristo e à verdade bíblica. Viver sem se importar com questões financeiras continua sendo um desafio para mim. Nada é fácil. Mas, se decidirmos e pedimos ao Espírito para nos transformar, penso, coisas maravilhosas podem acontecer. O Sr. está esperançoso quanto ao resultado da discussão das questões sobre as quais o Sr. escreveu? Ou está preparado para a frustração? Pessoalmente, por natureza, sou bem otimista. Esse fato pode não estar completamente claro neste livro, mas penso que é fato. Estou verdadeiramente entusiasmado em virtude da renovação do mundo evangélico, ocorrida nos últimos 50 anos. Tem sido tremendo o movimento de mudança e o crescimento desde que Carl Henry escreveu The Uneasy Conscience of Modern Fundamentalism (A Irrequieta Consciência do Fundamentalismo Moderno). Houve um crescimento incrível de institutos bíblicos e seminários evangélicos e seminários, da erudição evangélica, de igrejas evangélicas. Apontei a direção para onde crescemos. Penso que avançamos em compreender a missão da igreja como sendo evangelismo e ministério social. Certamente crescemos em termos de número de agências evangélicas que trabalham com os pobres. Há cinqüenta anos atrás a Visão Mundial era um coro de crianças órfãs coreanas. Hoje é uma agência enorme, e há dezenas de outras agências evangélicas de auxilio e desenvolvimento que trabalham com milhões de dólares. Às vezes me sinto desanimado, outras vezes eu penso, "eia, as próximas décadas podem ser simplesmente fabulosas. Mas, estou certo também de que não estaremos nem perto da promessa e do cumprimento do que é possível a menos que enfrentarmos frente a frente a maneira escandaloso que estamos atualmente vivendo. Não vivendo o que pregamos.

O movimento evangélico está marchando para o fim se não fizermos nada quanto a estes problemas? O Senhor não aceita de jeito nenhum a hipocrisia e a desobediência. Ele pune, e há um tipo inevitável de declínio que começa quanto você é hipócrita e não pratica o que prega. Não acontecerá imediatamente; nossas instituições são fortes. Mas dentro de um período de tempo certamente representará o declínio maior. Eu acho incrivelmente irônico que nos recentes últimos meses esteja sendo exaltada a importância da vida política que esteja promovendo os valores morais e famílias saudáveis. E de repente você tem estes dados surpreendentes de que os evangélicos vivem da mesma maneira que o mundo em termos de divórcio. É inacreditavelmente irônico que um dos assuntos - com o qual eu vigorosamente concordo - diz respeito a como a vida pública afeta o casamento. Sou a favor da correção no casamento. Mas precisamente num ponto em que é focalizado por nossa retórica política como evangélicos, temos que enfrentar o fato de que não somos diferentes do mundo. E que é a prosaica hipocrisia, incrível, que enfraquece nossa mensagem à sociedade em geral de forma terrível.

Wednesday, January 31, 2007

IPI Pendências 36 de História e Vida

Fundada em 13 de fevereiro de 1971, portanto, daqui a alguns dias com 36 anos, a então Igreja Presbiteriana do Curralinho, hoje IPI de Pendências, foi o resultado do ardor missionário que, mas do que tempo, dedicaram suas vidas para erguer uma igreja firmada sobre a Rocha.

Regada com suor e lágrimas daqueles primeiros crentes – verdadeiros heróis da fé, alguns vivos na nossa saudosa memória, outro, muitos outros ainda em nosso meio – essa igreja cresceu firme como um carvalho, ganhou corpo e notoriedade, respeito e força. Mas com isso vieram as dificuldades. E não foram poucas ao longo destes 35 anos. Vieram tempestades e terremotos; galhos foram quebrados, folhas se foram com o vento, sua estrutura foi abalada, mas ela continuou firme e não tombou.

Pessoas passaram; mudanças aconteceram. Enquanto isso, aqueles poucos crente se multiplicavam. A árvore cresceu e deu muitos frutos. Alguns ilustres, outros nem tanto, mas todos igualmente amados.

Hoje, a igreja é diferente daquela da zona rural, mas o seu ardor missionário continua tendo como resultado a IPI do Alto do Rodrigues, a congregação de Macau e a Congregação de Carnaubais. Hoje, somos muitos e diferentes, mas todos gratos pela persistência de pessoas como Sabino, Zacarias, Chico Gato, Moisés, Zé Carão, Gercina, Ester, Claudete, assim como de seus familiares, isso só para citar os nomes que me vem a cabeça; somos diferentes no modo de ser, agir, pensar e viver a fé, mas todos um só corpo que, no exemplo de pessoas como as citadas acima, ganha forças para enfrentar as lutas que por nos sobrevêm e nos reanima a viver a fé. Hoje, somos uma igreja forte, que aprendeu, com as dores e as perdas, a superar os desafios.

Não sabemos o que o futuro aqui na terra nos reserva, nem quanto tempo ainda viveremos aqui. Esperamos ansiosos a volta de Cristo. Enquanto isso, continuaremos erguendo o Pendão Real, alvorando o Estandarte às pessoas, anunciando e vivendo a Mensagem da Cruz. Gratos pelo a,mor de Deus e o Seu sustento. Felizes por termos conosco o Consolador.

Igreja Presbiteriana Independente de Pendências , nós, frutos da nova geração, somos gratos pelo privilégio de fazermos parte da sua história e honrados por podermos servir e Deus por seu intermédio. Você aniversaria e somos nós que tem ganhado o presente.

Que Deus continue nos abençoando poderosamente.
Parabéns IPI de Pendências pelo seus 36 anos servindo pela Coroa Real do Salvador.

Soli Deo Gloria